Valorização do Bairro Azul - Requalificação da Rua Ramalho Ortigão O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, acompanhado dos vereadores Manuel Salgado, José Sá Fernandes e Manuel Brito, do presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião da Pedreira, Nelson Antunes, e de diversos técnicos municipais, visitaram, no dia 19 de Setembro, as obras de requalificação da Rua Ramalho Ortigão, efectuadas no âmbito do conceito de Zona 30.
O Bairro Azul, em Lisboa, foi a primeira zona a receber o conceito de Zona 30, bastante divulgado na Europa, e que agora tem repercussões neste Bairro. Este conceito baseia-se na criação de zonas de acalmia de tráfego, normalmente associadas a bairros residenciais e/ou com intensa actividade comercial, de forma a privilegiar o ambiente urbano e a mobilidade pedonal e ciclável.
António Costa referiu que a implementação do conceito Zona 30 na Rua Ramalho Ortigão serve de experiência para a aplicação a outras artérias com elevado tráfego na Cidade de Lisboa. O autarca afirmou que pretender aplicar este conceito “quer zonas 30, quer zonas que possam ser pedonalizadas”. Deu, como exemplo as Avenidas Novas onde “entregámos, ao metro, um projecto para eles realizaram agora quando restabelecerem o arranjo à superfície ao longo de toda a Duque d’Ávila, que pressupõe a pedonalização de uma grande parte do eixo da Duque d’Ávila, a criação de zonas mais agradáveis para os peões, a existência de esplanadas, de lazer, ou seja uma melhoria da qualidade do espaço público ao longo de toda a avenida. A ideia é que a Av. Duque d’Ávila passe a ser uma via de um único sentido e as faixas de rodagem do outro sentido sejam pedonalizadas.”
O autarca afirmou, ainda, que “todos estes projectos de requalificação permitem o aumento do número de lugares de estacionamento, porque ao diminuir o número de faixas de rodagem podemos, pelo menos, num dos lados, substituir o estacionamento longitudinal pelo estacionamento em espinha, aumentando, por isso, o número de lugares. Conseguimos alargar passeios, arranjar espaço para as árvores, aumentar lugares de estacionamento, acalmamos o tráfego e diminuímos o tráfego de atravessamento”.
A requalificação desta artéria do Bairro Azul marca uma mudança significativa de imagem, que se traduziu numa reconstrução integral da rua em:
- Redução de 4 faixas de rodagem para 2 faixas de rodagem - uma faixa de rodagem em cada sentido -, com 3 passadeiras sobre elevadas e bem identificadas (cruzamento com a Rua Júlio Dantas, a meio da Rua Ramalho Ortigão e no cruzamento com a Avenida António Augusto de Aguiar);
- Redução do tráfego de atravessamento e das velocidades de circulação, que permite uma diminuição da poluição sonora e atmosférica;
- Requalificação do espaço público através do aumento de mais de 4 metros de passeios, criando, deste modo, mais e melhor espaço para o peão;
- Colocação de 16 árvores, com a execução de 16 caldeiras novas;
- Alteração de geometria e de drenagem;
- Promoção da segurança rodoviária e da harmonia entre os diversos modos de mobilidade;
- Pavimentação nova;
- Redução substancial do ruído nesta artéria;
- Alteração do estacionamento longitudinal para estacionamento em espinha;
- Limitação da velocidade a 30 Km/hora.
O tempo de execução de toda a requalificação da Rua Ramalho Ortigão foi de cerca de 2 meses, com um investimento de cerca de 100 mil euros. O objectivo principal desta requalificação foi cumprido, ou seja a mudança de filosofia do projecto e a aplicação do conceito Zona 30, com a acalmia de tráfego e uma maior fruição de todo o espaço público par o peão.
No Bairro Azul, as medidas para acalmia de tráfego vão-se estender até 2012. Estão já programadas medidas para a Avenida Ressano Garcia, Rua Fialho d’Almeida, Avenida José Malhoa e espaço perto da Mesquita Central de Lisboa. Outros Bairros de Lisboa irão ser alvo do conceito de Zona 30, de modo a privilegiar o ambiente urbano e a mobilidade pedonal.
Ana Luísa Bolsa, da Comissão de Moradores do Bairro Azul, manifestou satisfação nestas mudanças, afirmando que esta artéria era bastante congestionada de tráfego e o número de atropelamentos era elevado.
A opção por este Bairro resultou do facto deste ser um bairro residencial, outrora tranquilo e actualmente invadido em virtude da existência de significativos equipamentos na sua proximidade (SAMS, Universidade Nova, Mesquita e El Corte Inglês) e descaracterizado por um intenso tráfego de atravessamento na Rua Ramalho Ortigão.
A insatisfação manifestada pelos seus residentes, aliada à necessidade de reconstrução do espaço envolvente ao Bairro (parcialmente demolido em consequência da intervenção do Metropolitano de Lisboa) criou a oportunidade para considerar medidas que protejam e requalifiquem o Bairro, nomeadamente através da reorganização do espaço de estacionamento e da melhoria e ampliação do espaço pedonal.




























