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Palácio Pombal

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Palácio Pombal



Também conhecido por Palácio dos Carvalhos, foi mandado edificar na 1ª metade do séc. XVII, pelo avô de Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. Após o terramoto foi ampliado e melhorado, entre 1760 e 1770, já propriedade do referido Marquês, que segundo alguns autores terá nascido nesta casa. O palácio manteve-se na posse dos Marqueses de Pombal até ao 5º Marquês. A partir de então, teve início o período de decadência e degradação do imóvel, que no último quartel do séc. XX conheceu obras de reabilitação. Desenvolvendo-se em piso térreo, ocupado desde 1994 pelo Restaurante Consenso, andar nobre com janelas de sacada, 2º andar com janelas de peitoril e águas furtadas recuadas, este palácio, seiscentista, traduz uma fachada principal longa, monótona, mas imponente. O corpo central é rasgado por 2 portões nobres, ladeados por 4 candeeiros de braço, a gás, oitocentistas, apresentando escudetes de ferro fundido com o brasão dos Carvalhos e Albuquerques do 5º Marquês de Pombal. As armas dos Carvalho e Melo, encimadas pela coroa marquesal, pontuam, ainda, esta fachada. Por sua vez, a pedra de armas dos Condes de Oeiras encima o portão de um pequeno pátio. No interior merecem destaque: o património azulejar setecentista; os estuques relevados e policromados, atribuídos a Grossi, estucador e escultor italiano; os motivos escultóricos; e a escadaria nobre. Uma peculiaridade reside na galeria subterrânea que liga o jardim do palácio ao chafariz localizado no largo fronteiro ao edifício. O chafariz, construído segundo projecto de Carlos Mardel, ficou concluído em 1762, assumindo um importante estatuto interventivo no urbanismo de Lisboa, na medida em que, na Rua Formosa (actual Rua do Século), Mardel desenhou uma praça circunscrita a uma planta semicircular para enquadrar o referido chafariz, que surge, centrado ao fundo, encostado a uma alta parede de jardim. De concepção clássica e de grande sobriedade decorativa, assenta numa base de degraus de forma poliginal e caracteriza-se por possuir um espaldar de encosto, ostentando tabelas centrais, que forma um elegante pórtico da ordem dórica, composto pela articulação de pilastras simples com capitéis trabalhados linearmente, que sustentam um frontão aberto, encimado por uma concha, a qual equilibra toda a estrutura. Sobressaindo na monotonia cromática do calcário amarelado do chafariz e da praça, três carrancas de bronze alimentam um tanque de recepção de águas pouco profundo, arredondado e saliente. Este conjunto, que abrange o palácio, o largo e o chafariz fronteiro, está classificado como Imóvel de Interesse Público.

Location

Rua do Século, 65-103; Rua da Academia das Ciências, 1-5
Lisboa

Zone: Centro Histórico
Date of update:
2014