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Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa

O LxCRAS é um centro dedicado exclusivamente à reabilitação de fauna selvagem. Foi fundado em 1997 pela Câmara Municipal de Lisboa como resposta à preocupação crescente dos munícipes com o ambiente e a conservação da natureza. Integra a Rede Nacional de Centros de Recuperação para a Fauna reconhecidos pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Se nos primeiros anos do seu funcionamento o número de animais não ultrapassava as poucas centenas, os ingressos rapidamente aumentaram e atualmente o LxCRAS recebe mais de mil e quinhentos animais por ano. 

Desde a sua inauguração já foram entregues mais de 16.000 animais para recuperação, recolhidos por cidadãos, autoridades e outras organizações.

Uma equipa multidisciplinar especializada recebe os animais debilitados, doentes, feridos ou provenientes de cativeiro ilegal e promove a sua reabilitação com vista à reintegração no meio natural. Dada a natureza selvagem destes animais, as técnicas de reabilitação e os requisitos de alojamento e alimentação são bastante distintos dos usados nos animais domésticos. O silêncio e isolamento representam uma componente indispensável do processo de recuperação, razão pela qual a visita é impraticável pois comprometeria o seu sucesso, impedindo a devolução dos animais à natureza.

O centro está localizado no Parque Florestal de Monsanto, sendo a entrega de animais realizada no  Centro de Interpretação de Monsanto (CIM) ou na Polícia Florestal.

Horário de entrega de animais no CIM:

2ª a sábado: 9:00 às 17:00

Domingos e Feriados: 14:00 às 17:00

Polícia Florestal: fora do horário do CIM

A entrega pode ser feita por qualquer pessoa ou organização que encontre um animal a necessitar de cuidados. Na impossibilidade de recolher e/ou deslocar-se a um centro de recuperação poderá contactar os serviços do SEPNA/GNR ou das áreas protegidas.

Contactos Úteis:

CIM: 218 170 200

Polícia Florestal: 218 171 103

SEPNA (GNR) /Linha SOS Ambiente: 217 503 080

ICNF: 213 507 900

BRIPA – Brigada de Proteção Ambiental (PSP): 217654242

Email: defesaambiente@psp.pt

 

Ver filme  Lisbon and LxCras work for Conservation produzido pela organização não-governamental AidNature.

Ver  aqui reportagem transmitida no programa "Animais Anónimos", em 7 de fevereiro de 2016 na RTP1, sobre o LxCRAS.

Instalações do LX Cras no Parque Florestal de Monsanto

Instalações

O LX Cras dispõe de:

  • Clínica - equipada com material necessário para prestar assistência Medico-Veterinária; 
  • Internamento - sala contígua à clínica constituída por pequenos compartimentos destinados aos animais que se encontram em tratamento e/ou sob vigilância permanente;
  • Biotério - local onde se reproduzem e desenvolvem pequenos mamíferos (ratos do campo) e aves (codornizes), essenciais para que os animais em recuperação tenham uma alimentação próxima da natural e para avaliar o seu comportamento na captura das presas;
  • Parques de Reabilitação - espaços de várias dimensões com características diversas que se destinam à reabilitação física e comportamental dos animais após a alta clínica;
  • Túnel de Voo - construído em 2007, e tem como objectivo a recuperação das capacidades de voo de aves de médio e grande porte.

 

 

O que fazer se encontrar um animal ferido

Se encontrar um animal ferido ou debilitado...

  • aproxime-se com cuidado, pois o animal ferido pode ser agressivo;
  • cubra-o com uma toalha ou peça de roupa, de forma a privá-lo da visão;
  • coloque-o dentro de uma caixa de cartão perfurada e com jornal no fundo;
  • contacte um centro de recuperação para obter informações sobre a forma de lidar com o animal;
  • caso o animal não possa ser transportado para um centro nas próximas horas, deve manter a caixa num local escuro e calmo;
  • na impossibilidade de recolher e/ou deslocar-se a um centro de recuperação poderá contactar os serviços do SEPNA/GNR ou das áreas protegidas.

    Atenção, deve também ter em consideração que...

    • se encontrar uma cria com aspeto saudável, deixe-a no mesmo local especialmente se se aperceber que os pais estão por perto;
    • é comum os animais novos estarem sozinhos sem os progenitores, o que não significa que estejam abandonados. As aves, nomeadamente noturnas, deixam o ninho antes de saber voar, trepam ao longo dos ramos e, por vezes, caem das árvores. Por isso, observe se os pais estão cuidar das suas crias. Coloque-as no ninho apenas se necessário;
    • caso haja uma estrada ou outros perigos no local (como cães e gatos no caso de animais de pequeno porte encaminhe-o para um local próximo mais seguro. É comum os animais juvenis estarem sozinhos sem os progenitores, o que não significa que estejam abandonados. As aves, nomeadamente nocturnas, deixam o ninho antes de saber voar, trepam ao longo dos ramos e, por vezes, caem das árvores. Por isso, observe se os pais estão cuidar das suas crias. Coloque-as no ninho apenas se necessário;
    • se encontrar um animal fraco, com dificuldade em deslocar-se ou que apresente ferimentos, recolha-o e entregue-o num centro de recuperação;
    • nunca fique com um animal com intenção de o recuperar. Um animal que é mantido em cativeiro perderá a possibilidade de sobreviver no seu habitat natural, tornando-se incapaz de se alimentar pelos seus próprios meios, além de perder a capacidade de defesa, não reconhecendo os outros como predadores.

    Que animais recebe o LX CRAS?

    O LxCRAS recebe aves, mamíferos, répteis e anfíbios de espécies silvestres da fauna autóctone Portuguesa. Estes grupos compreendem as espécies que residem no território nacional (continente e arquipélagos) durante todo o ano (residentes) ou apenas durante algum tempo (migradores). 

    Alguns exemplos destes animais, frequentemente recolhidos e entregues no LxCRAS são cegonhas, gaivotas, abutres, águias, falcões, corujas, bufos, melros, pardais, andorinhões, ouriços, lebres, raposas, texugos, cágados, cobras-de-escada, cobras-rateiras, relas e sapos.

    Animais domésticos e exóticos como furões, chinchilas, coelhos anões, periquitos, caturras e tartarugas da califórnia, entre outros, não podem ser entregues em centros de recuperação.

    Caso encontre um animal ferido e tenha dúvidas quanto à sua identificação ou enquadramento, contacte o ICNF ou uma brigada de protecção ambiental da PSP ou da GNR.