Conjunto de Edifícios da Rua de São José, 10 a 42, incluindo os seus jardins

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Conjunto de Edifícios da Rua de São José, 10 a 42, incluindo os seus jardins
Conjunto de Edifícios da Rua de São José, 10 a 42, incluindo os seus jardins
Conjunto de Edifícios da Rua de São José, 10 a 42, incluindo os seus jardins


O conjunto de edifícios, de estrutura autónoma e distintos entre si, distribuídos ao longo da Rua de São José (10-42) até ao Elevador do Lavra, incluindo os jardins privativos existentes nos espaços intermédios, encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público. Do edifício com o nº 10, palácio seiscentista na sua origem, apenas resta a fachada, onde se destaca o portal de cantaria, de gosto tardo-barroco, com volutas que enquadram um pequeno entablamento com um escudo em alto-relevo. De planta retangular, traduz um volume único paralelepipédico, constituído por três pisos, sendo a cobertura rasgada por águas-furtadas. Edificado em terrenos que pertenciam a Joaquim Miguel Lopes de Lavre, o imóvel veio à sua posse em 1785, tendo sido colocado à venda em 1800, juntamente com outro palácio contíguo. Foi este o conjunto adquirido pelo comendador Manuel José da Silva Franco, patrocinador de profundas obras de remodelação do espaço, que lhes conferiram a sua feição neoclassicista. Em 1912 o edifício foi arrendado à Administração Geral dos Correios e Telégrafos. No interior, uma construção em betão armado, datada dos anos 80, alberga hoje os CTT. O edifício com o nº 12-20, Palácio das Pedrosas, foi construído em 1764, para residência e panificação do comerciante italiano Tomás Mongiardino, em terrenos aforados por Joaquim Miguel Lopes de Lavre, a Norte do seu palácio. Em 1785 Joaquim Lavre adquire toda a propriedade do edifício que, em 1800, conjuntamente com o contíguo palácio da família, é posto à venda pelos seus herdeiros, sendo o conjunto comprado pelo comendador Manuel José da Silva Franco, que nele executa obras conferindo-lhe a sua feição neoclassicista. Em 1831 é vendido, em hasta pública, ao desembargador José António Silva Pedrosa, que realiza novas obras. Na sequência de uma penhora, em 1860, é adquirido pelo morgado de Alfeizerão, José de Oliveira de Sousa Leal, que o arrenda para funcionamento do Liceu Central. Em 1885-86, o então proprietário, Alfredo de Oliveira Sousa Leal, procede a obras que alteram profundamente o edifício. Em 1912 é arrendado à Administração Geral dos Correios e Telégrafos. Em 1994, já propriedade dos CTT, é alvo de obras de conservação do edifício. A tardoz, desenvolve-se um extenso jardim construído em socalcos, cujos terraços são dotados de grades e varandas em cantaria. Por último, o edifício com o nº 22-42, de estrutura mais antiga e gosto pombalino, é composto por dois corpos distintos adossados: um de três pisos, animado pelo rasgamento de vãos retos de sacada e outro de quatro pisos, mais um 5º piso recuado (posteriormente acrescentado), rasgado por vãos em arco abatido, sendo os do 1º andar de sacada. Ambos os corpos são rematados por platibanda. Organizado em torno de um pátio interior retangular, acede-se ao seu interior através de uma porta monumental em arco de volta perfeita rasgada no corpo mais baixo do imóvel. Por sua vez, entre o 2º e o 3º pisos do corpo mais alto do edifício podemos observar a pedra de armas da Ordem Soberana de Malta.

Localização

Rua de São José, 10; Calçada do Lavra, 1-3; Rua de São José, 12-20; Rua de São José, 22-42
Lisboa

Freguesia: Santo António

Coordenadas: 
Data de actualização:
2019