Memorial Jardim Mário Soares

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Memorial Jardim Mário Soares
Memorial Jardim Mário Soares
Memorial Jardim Mário Soares


  Municipal

Memorial em nome do ex-Presidente da República e resistente antifascista, Mário Soares.

Uma homenagem da Câmara Municipal de Lisboa ao homem que é considerado por muitos "o pai da democracia", Mário Soares, atribuindo o seu nome ao  Jardim do Campo Grande.

Biografia do ex-Presidente da República
Nasceu em Lisboa, a 7 de Dezembro de 1924. Do pai, João Soares, ministro da I República, intelectual e pedagogo, recebeu o gosto idealista da política e da cultura. Da mãe, Elisa Nobre Baptista, herdou o senso prático e o realismo.
A Guerra Civil de Espanha foi o seu despertar político. Terminou o liceu no Colégio Moderno, fundado pelo pai. Em 1942, ao entrar na Universidade de Lisboa, já tinha uma posição política clara: era antifascista. Licenciou-se em História e Filosofia. Depois, em Direito. Viveu intensamente a II Guerra Mundial, militando pela vitória das Democracias.
Casou com Maria de Jesus Barroso em 1949, quando estava preso. Tiveram dois filhos: João e Isabel. O MUD Juvenil e o MUD iniciaram-no como dirigente político. Preso 13 vezes, foi deportado em S. Tomé e esteve exilado em França. Participou em todos os grandes combates contra a ditadura. Após o assassinato de Humberto Delgado pela PIDE, foi o advogado da família. Em 1950, tinha-se distanciado do Partido Comunista, iniciando uma travessia do deserto que o levaria, mais tarde, à fundação da ASP e, em 1973, do PS.
Com o 25 de Abril de 1974, regressou a Portugal. Tinha uma ideia para o País. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros do I e II Governos Provisórios, abrindo Portugal ao mundo. Iniciou as conversações para a descolonização.
Em 1975, Soares liderou a resistência à radicalização da Revolução. Depois da vitória socialista nas eleições para a Assembleia Constituinte, em Abril, ergueu a legitimidade democrática acima da legitimidade revolucionária. O comício da Fonte Luminosa foi o símbolo maior dessa luta. Soares tornou-se uma figura internacional.
Em 1976, o PS ganhou as eleições legislativas e foi primeiro- ministro do I e II Governos Constitucionais: salvou o país da banca rota, construiu o Estado de Direito, lançou os fundamentos do Estado Social, pediu a adesão à CEE. A seguir, fez oposição à AD, mas celebrou acordos para tornar Portugal uma democracia civilista e europeia. Voltou a chefiar o Governo (IX). Em 1985, assinou o Tratado de Adesão de Portugal à CEE.
Em 1986, foi eleito Presidente da República, o primeiro civil, após 60 anos. Em 1991, foi reeleito com mais de 70% dos votos. O seu estilo e as Presidências Abertas permanecem como uma maneira contemporânea de fazer política e de olhar o Estado.
Depois, Soares continuou presente. Animou a Fundação Mário Soares. Fez da defesa do ambiente uma grande causa. Foi Presidente da Comissão Mundial Independente dos Oceanos. Opôs-se á guerra do Iraque, que considerou um desastre para o Ocidente. Foi deputado no Parlamento Europeu. Perdeu as eleições presidenciais de 2006. Tinha orgulho nos livros que escreveu e nos combates que travou. Morreu em Lisboa, a 7 de Janeiro de 2017.
“ Mário Soares é o maior político português do século XX”, disse o seu rival, nas eleições presidenciais de 1986, Freitas do Amaral. Para Soares, a política era uma vocação, uma responsabilidade, uma paixão e um destino! A sua voz tonou-se, nos momentos em que tudo se jogava, a voz do País - e dizia a palavra Liberdade.  

Localização

Jardim Mário Soares - Campo Grande
Lisboa

Freguesia: Alvalade

Coordenadas: 
2019