Moradia apalaçada, atual sede do Clube Militar Naval

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Originalmente concebida para habitação particular, esta moradia apalaçada, localizada na Avenida dos Defensores de Chaves, 26 a 26B, foi erigida, em 1917, pelo construtor Manuel da Costa Pinto do Amaral, a pedido de Soeiro & Santos, proprietário do terreno à data, evidenciando os códigos de afirmação e conduta social por parte de uma burguesia que sentia uma necessidade imperativa de afirmar-se, recorrendo para esse efeito, como mecanismo privilegiado, à sua própria residência. No que diz respeito ao autor do projeto original existe alguma polémica, uma vez que o mesmo não foi assinado por arquiteto. Todavia esse facto não impede que alguns investigadores defendam que a referida autoria seja atribuída a Manuel Norte Júnior, tanto pela disposição volumétrica do conjunto (dois corpos perpendiculares desfasados), como pelo enorme investimento (compositivo, material e decorativo) na fachada pública, ou pela lógica compositiva dos vãos (triplos), e, ainda, por alguns recursos formais, como o protagonismo dado ao corpo com frontão quebrado. Por outro lado, nem todos estão de acordo com esta atribuição. Ao longo do séc. XX, este imóvel foi objeto de sucessivas intervenções, nomeadamente em 1918, 1923 e 1925 (nestas últimas datas já propriedade de Manuel da Rocha Mello), relativas a obras de alteração interior e ampliação, da autoria do arquiteto António do Couto Abreu. Ainda no séc. XX, em 1989, conheceu uma campanha de obras significativa para acolher a sede do Clube Militar Naval, instituição fundada a 15 de novembro de 1866 por um conjunto de 125 oficias da Armada Portuguesa sob proposta de Joaquim Pedro Celestino Soares, a qual aí continua instalada. De planta quadrangular e volumetria escalonada, desenvolve-se em dois pisos, apresentando uma fachada principal estruturada em três corpos resultantes do desnivelamento do pano murário em três planos reentrantes e desencontrados. O gosto eclético com apontamentos modernistas, nomeadamente a utilização do ferro forjado, assim como os ornatos vegetalistas, caracterizam a sua arquitetura e gramática decorativa. O acesso ao interior é feito através de lanço de escadas em mármore, a anteceder o átrio principal. A organização espacial é realizada em função do átrio, em torno do qual toda a compartimentação interna é distribuída, destacando-se, no r/c, a Sala Luís XV e o espaço do restaurante, e, no 1º piso, a biblioteca. Por sua vez, a articulação entre o piso térreo e o andar superior, em claustro, é efetuada através de escadaria localizada na ala Norte do átrio.

Localização

Avenida dos Defensores de Chaves, 26-26B
Lisboa

Freguesia: Arroios

Coordenadas: 
Data de actualização:
2019