Câmara Municipal de Lisboa celebra o Tratado de Lisboa Diversas foram as iniciativas que a Câmara Municipal de Lisboa organizou no âmbito da realização da Cimeira Ibero-americana em Lisboa e da entrada em vigor do novo Tratado da União Europeia.
Cerimónia que assinala a entrada em vigor do Tratado de Lisboa
Os jardins da Torre de Belém foram o palco escolhido para, no dia 1 de Dezembro, se assinalar em Lisboa a entrada em vigor do novo Tratado da União Europeia, numa organização do Governo Português, em colaboração com a Presidência Sueca da União Europeia, da Comissão Europeia e da Câmara Municipal de Lisboa celebrou-se a entrada num novo ciclo para a Europa e para o Projecto Europeu.
Coube ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, dar as boas vindas a todas as entidades e convidados presentes. O autarca congratulou-se com este evento afirmando que sente orgulho “por ver o nome de Lisboa, emparceirar com Roma, Maastricht, Amesterdão e Nice, como marco decisivo na construção do projecto europeu” adiantando que “é caminhando que vamos mais longe, que é unindo-nos que somos mais fortes, que é partilhando com os outros que todos enriquecemos, que é dando mais força à Europa que reforçamos a nossa própria identidade. Aqui estamos, todos juntos, prontos para iniciar uma nova grande viagem que tem Lisboa como ponto de partida. Partamos para esta viagem, com ambição, confiança e determinação.” Discurso
Todas as intervenções que se seguiram assinalaram e saudaram o trabalho desenvolvido pela presidência portuguesa na Comissão Europeia para conseguir, durante o ano de 2007, a aprovação do Tratado de Lisboa, um documento que marcará o futuro da Europa.
O Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, na sua intervenção evocou o escritor Pablo Neruda quando se referiu a Lisboa como a “proa da Europa”, afirmando que com este Tratado a União Europeia dispõe de “renovadas condições para enfrentar os desafios do nosso tempo”, e ao mesmo tempo indo ao encontro dos “anseios, desejos e preocupações dos europeus”.”Hoje é um dia de esperança para os europeus, com uma Europa melhor preparada e apetrechada” para enfrentar a crise económica e financeira” affirmou.
Para o Presidente do Governo Espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, a Europa fica “agora mais enriquecida, pois podemos contar com todos os europeus. Com o Tratado de Lisboa, a Europa ficará mais forte e sólida”, de “entendimento e de abertura ao exterior, em prol dos mais desfavorecidos e dos mais pobres”, adiantando que a União Europeia poderá recuperar “forma, vitalidade, energia, ambição e visão” para enfrentar “novas etapas, com o apoio firme dos cidadãos europeus”.
Para o Presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, o Tratado de Lisboa torna “mais eficientes” as estruturas comunitárias, permitindo aos cidadãos da União Europeia a possibilidade de “exigirem” o debate de determinados assuntos, desde que exista o consenso de um milhão de assinaturas.
Para o Primeiro-ministro da Suécia, Presidência do Conselho da EU, Fredrik Reinfeldt, este “é um dia histórico” e “um novo começo” para todos os que acreditam numa Europa “forte e transparente”, permitindo mostrar ao mundo que a “União Europeia está mais bem preparada para enfrentar os desafios”.
Para o Presidente Indigitado do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, o Tratado de Lisboa é um “Tratado de oportunidades, uma poderosa ferramenta preparada para enfrentar os desafios”.
Para José Manuel Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, o Tratado de Lisboa encerra 20 anos da história da Europa, transmitindo “uma Europa “reunificada, livre e democrática”. Para Durão Barroso “os tratados são importantes, mas só por si não chegam. É cada vez mais importante desenvolver-se uma cultura europeia de decisão, de uma verdadeira complementaridade entre os estados membros”.
Os discursos oficiais terminaram com a intervenção do Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates, para o qual um “novo Tratado é sempre um novo começo. Um novo começo com um novo quadro institucional, mais forte e mais apto para decidir. Um novo começo com o reforço das regras de transparência de controlo democrático e de eficiência na tomada de decisões. Um novo começo, numa União alargada, com 27 Estados e quase 500 milhões de cidadãos”, concluindo que este Tratado “é o repositório dos valores da ambição e do sonho partilhados por todos os povos europeus: Uma Europa unida. Na União Europeia”.
No final dos discursos oficiais, a Orquestra Metropolitana de Lisboa interpretou o Hino da Alegria, seguido da actuação de Rodrigo Leão.
A cerimónia encerrou com um espectáculo de fogo de artifício que deu luz e animação aos céus de Lisboa.
Espectáculo marca a entrada em vigor do novo Tratado da União Europeia
Uma festa popular no exterior do Pavilhão de Portugal, no dia 30 de Novembro, assinalou a realização da Cimeira Ibero-americana em Lisboa e a entrada em vigor do novo Tratado da União Europeia ao qual ficará indelevelmente ligada a capital portuguesa, organizada pelo Município. Veja a reportagem video aqui
O presidente da autarquia, António Costa, presente nesta festa enalteceu esta iniciativa por ser uma “festa que assinala a multiculturalidade de Lisboa”, uma vez que Lisboa é um “ponto de encontro de diferentes culturas e povos”, relembrando o trabalho que a Câmara tem desenvolvido e que visa engrandecer a Cidade de Lisboa como uma encruzilhada de culturas, dando exemplos diversos, tais como o Museu Islâmico no Castelo de São Jorge, o Memorial às Vítimas da Intolerância evocativo do Massacre Judaico de 1506 no Largo de São Domingos, o Africa.Cont ou o acordo de cooperação firmado que visa acolher crianças e adolescentes refugiados no Parque da Bela Vista.
A iniciativa contou com a participação da Sinfonietta de Lisboa e Coro Regina Coeli, Camané com Sinfonietta de Lisboa, Maria João e Mário Laginha com Big Band do Hot Club, Roda de Choro de Lisboa com Couple Coffee e Tocárufar. A festa contou também com a projecção de desenho digital, executado ao vivo por António Jorge Gonçalves, na pala do Pavilhão, com música, literatura, poemas ao vivo e excertos de textos, por actores colocados no meio do público. O fogo de artifício encerrou esta festa, num ambiente de muita cor e luz.
27 Árvores evocam Tratado de Lisboa
No dia 1 de Dezembro, o presidente da CML, António Costa, acompanhado pelo vereador Sá Fernandes, procederam ao descerramento de um memorial na rotunda da Avenida Mouzinho de Albuquerque, junto de 27 árvores ali plantadas, uma homenagem da Cidade de Lisboa aos 27 Estados-Membros da União Europeia pela ratificação do Tratado baptizado com o nome da capital portuguesa. Veja aqui a reportagem video
O carvalho, árvore tipicamente portuguesa, foi a espécie escolhida. Com o seu crescimento, as 27 copas unir-se-ão, simbolizando a União Europeia. O tronco de cada uma exprime a individualidade de cada estado-membro. Para António Costa, a plantação destas árvores tem um significado particular, “criar boas raízes que possam florescer em toda a União”.













































