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Diáspora portuguesa na Web Summit recebida nos Paços do Concelho

Novembro 07, 2017
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Numa receção aos empreendedores da diáspora portuguesa que participam na Web Summit, em 7 de novembro nos Paços do Concelho, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa lembrou que a cidade está hoje “a viver um momento único” de crescimento e afirmação global, mas é preciso “aproveitar este momento e construirmos, passo a passo e de forma determinada, os elementos que nos vão permitir criar e tomar as decisões para que estes tempos se prolonguem mais no tempo.”

“O pior que podíamos fazer era ficar de braços cruzados”, disse Fernando Medina, que sublinha a tolerância como uma marca distintiva da capital portuguesa no panorama europeu e mundial e lembra que se “a diáspora portuguesa é hoje composta por uma segunda e terceira geração”, esses descendestes dos primeiros emigrantes “têm com Lisboa e Portugal uma ligação de afeto e origem, e isso tem enorme importância para o crescimento da cidade e do país”.

O edil salienta que “hoje já não se fala de desemprego e recessão, mas sim de dinamismo, de vitalidade e de crescimento”. E lidar com os desafios do crescimento como a capacidade aeroportuária a habitação ou os transportes públicos, é ao mesmo tempo “a boa nova do político”.

Este é pois, para o presidente da autarquia lisboeta, um momento de abertura, de animação e de afirmação de Lisboa como capital global, que “tem por estes dias na Web Summit as suas maiores evidências. O mundo olha para Lisboa e “no que queremos ser”, continua, essa “Lisboa vista com os olhos de fora é hoje um polo de inovação, crescimento, cosmopolitismo e tolerância”, sublinha.

Rui Coelho, diretor executivo da InvestLisboa, enfatizou o papel de liderança da autarquia, “que foi fundamental” na vitalidade que a cidade sente em diversos planos, do turismo à economia.

Após a receção, seguiu-se um momento de confraternização e mostra de projetos empresariais. 

Desafios da globalização

Antes, durante a tarde, na Web Summit Fernando Medina interveio no encerramento do primeiro dia do Forum de Líderes para salientar que uma forte evolução do mercado tecnológico está ligado à forma como no plano político são dadas respostas aos desafios. 

Problemas como o terrorismo, o isolamento ou as desigualdades afetam o desenvolvimento global, mas Medina deixa uma palavra de “esperança”. Porque, diz, “hoje emergem no mundo cidades globais que sabem que o combate às desigualdades, a criação de oportunidades para todos e a sua manutenção como espaços abertos e diversos é uma condição para a sua sobrevivência.” 

Um dos maiores obstáculos à inovação está nas restrições à circulação das pessoas, que também afectam a justiça social e a dignidade humana, alerta o presidente da Câmara de Lisboa, que considera ser necessário “continuar a lutar para termos nas nossas cidades um exemplo de liberdade, tolerância e esperança”.