Fórum de Economistas das Cidades de Língua Portuguesa

26, Maio 2019

A UCCLA - União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa e a Delegação Regional da Ordem dos Economistas do Centro e Alentejo co-organizaram em 25 e maio, Dia de África, o 1.º Fórum de Economistas das Cidades de Língua Portuguesa, uma iniciativa em que interveio Fernando Medina.

“Uma extraordinária ideia e um passo muito significativo no trabalho da UCCLA numa área que terá impacto forte nas nossas relações”, afirmou o presidente da autarquia, que utilizou o seu “chapéu de economista” para fazer uma abordagem ao “quadro de complexidade, de debate e de decisão futura no Parlamento Europeu”.

O edil, que recordou as mudanças ocorridas com a crise económica que a Europa atravessou, afirmou que esse período trouxe mudanças profundas na forma como a União Europeia lida com os défices externos, criando “uma situação particularmente dura” para países como Portugal, Irlanda, Grécia ou Itália.

“A questão central sobre o regime monetário e a união monetária não está resolvida”, afirma Medina, que considera não estarem ainda debelados os efeitos da crise, que colocam a Europa num “quadro de enorme complexidade, agravado com as eleições nos EUA”.

“O grande debate que vamos ter na Europa é se vamos ser capazes nos próximos cinco anos de arranjar o regime, de forma a que garanta um ativo sem risco e mecanismos que assegurem processos de convergência.

Entre outras altas individualidades, estiveram ainda presentes o Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, o vice-primeiro ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, o chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante Silva Ribeiro, e ainda ex-primeiros-ministros de países africanos lusófonos e vários bastonários das ordens de economistas, professores universitários.

No encontro, que a organização apresentou como “inovador e instrumento para o aprofundamento das relações do mundo dos países de língua portuguesa”, discutiram-se temas como O papel dos países de língua oficial portuguesa na economia global, o protecionismo inteligente em África, os objetivos do desenvolvimento 20-30 em África ou a cooperação monetária.