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E arrancou o URBAC City Festival

13, Setembro 2018

Cerca de 500 participantes provenientes de 200 cidades europeias reuniram-se no Páteo da Galé para o arranque do URBACT City Festival, para discutir, partilhar estratégias, criar programas e pensar em conjunto como podemos tornar as nossas cidades mais atraentes, mais dinâmicas, mais inclusivas, mais resilientes, mais acolhedoras, mais reabilitadas, mais vividas e mais participadas por todos os cidadãos, considerando que as cidades são hoje atores de mudança num mundo global. Lisboa foi o palco escolhido para a realização deste festival que se realiza anualmente em diferentes cidades europeias, não só pela sua beleza, paisagem e património histórico, mas pelo seu dinamismo, criatividade e pelo caloroso acolhimento que proporciona a quem a visita. 

Em representação de Lisboa, Paula Marques, vereadora da habitação e desenvolvimento local subiu ao palco montado no Páteo da Galé para dar as boas vindas aos participantes agradecendo em primeiro lugar a todos os que possibilitaram a concretização deste evento em Lisboa. Reconhecer em que tipo de cidades queremos viver hoje, que opções e estratégias implementar, que ameaças globais e problemas iremos enfrentar, como pensá-los e como resolvê-los foram alguns dos temas que a vereadora lançou aos participantes desafiando-os a pensar conjuntamente as soluções e a partilha de experiências. O programa BIP-ZIP (Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária de Lisboa), implementado em Lisboa desde 2011 e que várias cidades europeias se mostraram interessadas em replicar, é uma das experiências que a cidade irá partilhar com os participantes do URBACT como exemplo de boas práticas e de co-governance com os cidadãos. Mas este é também, segundo disse Paula Marques, uma oportunidade de aprender com a experiência de outras cidades. “Trabalhar em conjunto as cidades que queremos ser, cidades abertas e inclusivas, cidades sem medo (fearless cities) é o nosso objetivo. Não queremos ser cidades que se fecham, cidades segregadoras, fechadas sobre si. A isso dizemos não. E não é ’não, obrigado’, é ‘não, ponto final’. Vamos construir pontes e não muros” rematou Paula Marques arrancando fortes aplausos à plateia. 

Dana Spinant, diretora da Comissão Europeia para as Políticas Públicas, destacou o vigoroso exemplo de Lisboa enquanto cidade capaz de se inovar e superar, “forte testemunho do poder das cidades”, que se impôs como escolha para a realização desta edição do festival. Aproveitou o momento para anunciar a recente medida aprovada na comissão europeia de afetação de 6% do seu orçamento para o apoio ao reforço urbano e reabilitação das cidades. Referiu ainda o plano de certificações criado pela Comissão Europeia como instrumento para introduzir melhorias na habitabilidade das cidades.

Após os discursos o festival seguiu com as suas atividades, reuniões, workshops, um intenso programa em que os participantes podem construir as suas redes e partilhar as suas ideias.  Saiba mais aqui

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