Ambiente, Município

Locations: menos emissões de carbono em destinos de cruzeiro

09, Março 2018
Numa cidade cada vez mais visitada e com previsões de crescimento turístico, conciliar os benefícios económicos desta realidade com a redução da poluição e a procura de soluções mais sustentáveis de mobilidade é um imperativo. Ganha a cidade, ganha a qualidade de vida de quem a habita, quem a visita e quem nela trabalha.

A Câmara Municipal de Lisboa integra um projeto para a redução de emissões de carbono dos navios de cruzeiro, com diversos parceiros nacionais e europeus como agência Lisboa E-Nova, o consórcio de investigação científica e tecnológica de Trieste (Itália) - AREA Science Park, a Universidade de Zaragoza (Espanha), o Governo de Albânia e a Região Emilia-Romagna Bolonha (Itália). 

LOCATIONS - Low Carbon Transport in Cruise Destination Cities tem o objetivo de desenvolver um Plano de Mobilidade de Baixo Carbono (Low Carbon Transport Plan, LCTP) para o turismo de cruzeiro, mas procura ainda responder aos impactos das outras formas de mobilidade turística e promover medidas que integrem o futuro Plano de Mobilidade Urbana de Lisboa (ver vídeo promocional).

Pretende-se ainda contribuir para um sistema mais sustentável, pois a promoção de modos ativos de mobilidade, um melhor acesso aos transportes públicos e outras formas de mobilidade com baixa emissão de carbono influenciarão, inevitável e positivamente, a qualidade de vida na cidade. 

Tem vindo a ser desenvolvido desde finais de 2016 e tem a duração de 36 meses. Com um orçamento superior a 180 mil euros, o projeto no município é co-financiado em 85 por cento e integra o programa InterReg Mediterranean, que para além da capital portuguesa junta ainda as cidades e respetivos portos de Trieste e Ravenna (Itália), Durres (Albânia), Zadar e Rijeka (Croácia) e Málaga (Espanha).

Responder ao crescimento

Lisboa é hoje um destino de excelência para os navios de cruzeiro, a prová-lo estão os mais de 330 navios que aqui fizeram escala em 2017, quase 523 mil passageiros e uma previsão para este ano de crescimento em cerca de 18 por cento. 

O novo terminal em Santa Apolónia contribui para este aumento, mas também para a afirmação de Lisboa como um porto de turnaround (onde começa e termina a viagem) e a criação de novos desafios para a cidade. A logística, quer a que concerne  à chegada e partida de passageiros com bagagem, quer no que respeita ao abastecimento dos navios, tornar-se-á significativamente mais complexa.

Os impactos serão também maiores ao nível da mobilidade. Cabe à cidade prever e traçar atempadamente soluções que possibilitem uma resposta eficaz para os problemas que já se sentem e cujo agravamento é expectável, dos bons resultados alcançados pelo projeto Locations decorrerá também a melhor forma os atenuar. Onde se inclui, naturalmente, a redução de emissão de gases e a melhoria da qualidade de vida de quem aqui vive, quem aqui trabalha ou nos visita. 

Folheto

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