Exposição Eco-Visionários: Arte e Arquitetura após o Antropoceno

18, Julho 2018

Há menos de um mês Lisboa ficou a saber que tinha sido a escolhida para ser a Capital Verde Europeia em 2020, o reconhecimento de uma candidatura que provou a aposta que Lisboa tem feito ao nível da promoção dos espaços verdes da cidade, na eficácia e sustentabilidade energética e na preocupação com a poupança dos recursos hídricos. A Exposição Eco-Visionários reúne vários artistas onde as preocupações com o ambiente são patentes e procuram despertar na consciência do público a preocupação com a ecologia e alertar para os perigos do aquecimento global. 

Durante a manhã de 18 de julho, José Sá Fernandes realizou uma visita guiada com jornalistas à exposição Eco-Visionários: Arte e Arquitetura após o Antropoceno, patente no MAAT – Museu da Arte, Arquitetura e Tecnologia, patente até outubro. Sá Fernandes aproveitou o momento para anunciar a criação de uma estação de produção de energia elétrica solar em Lisboa.

Na ocasião, o vereador responsável pela energia e estrutura verde referiu o empenho do município no combate a energias fósseis, apostando sobretudo na energia elétrica, com destaque para a energia solar, tirando partido de Lisboa ser a capital europeia com mais horas de sol por ano. Nesse sentido, espera-se passar dos atuais 2 mega Watts de energia de origem solar disponível para os 12 mega Watts em 2020, aumentando a oferta de fotovoltagem na cidade, através da criação de uma estação fotovoltaica. Transportes públicos com recurso a energia solar e aquecimento de água e do interior das habitações, bem como veículos de recolha de resíduos urbanos com recurso a energia elétrica solar estão no horizonte deste aumento de capacidade energética de origem solar, numa cidade que apresenta já um crescimento exponencial no que respeita a veículos partilhados de mobilidade leve e que prevê a curto prazo para a redução do transporte motorizado individual. Continuar a aumentar a área verde da cidade com destaque para os corredores do vale de Alcântara, da Montanha e da Bela Flor, projetos que estão já em arranque e que complementam o corredor verde da cidade foi outro dos fatores que pesou na candidatura lisboeta que se tornou assim a primeira cidade do sul da Europa a ser distinguida como Capital Verde, muito graças aos seus quase 200 hectares de zonas verdes, uma das maiores áreas em proporção com outras cidades europeias. 

Por fim, a aposta nas “fábricas de água” que possibilitem de reutilização de água tratada na rede pública com vista aos gastos com regas e lavagens de ruas, está a ser já uma realidade e é uma necessidade estratégica na qual Lisboa tem de se reposicionar. 

Segundo Sá Fernandes outras medidas como o combate aos copos de plástico junto dos estabelecimentos noturnos, na promoção e educação para a reciclagem, a compostagem em jardins e logradores da cidade, o incentivo às hortas urbanas, “tudo junto contribui para que a cidade se torne cada vez mais sustentável do ponto de vista ecológico de modo a fazer frente aos perigos e ameaças que estas obras retratam, afirmou Sá Fernandes referindo-se à intervenção dos artistas patentes na exposição do MAAT, cujas obras, com recurso à instalação, vídeo-arte, escultura, fotografia visam alertar os visitantes para a realidade do aquecimento global.