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25 de Abril comemorado em jantar dos "capitães"

25, Abril 2019
O Presidente da República evocou a gesta libertadora da revolução de 25 de Abril de 1974, advertindo que não se deve tomar a liberdade como adquirida
  • Jantar comemorativo do 25 de Abril
    Jantar comemorativo do 25 de Abril

Um jantar promovido pela Associação 25 de Abril juntou na Estufa Fria, na noite do dia 24 de abril, meio milhar de pessoas, incluindo muitos antigos militares que desencadearam a revolução libertadora e seus familiares.

Na mesa de honra estiveram o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro ministro, António Costa, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e o presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço.

Vasco Lourenço, agradeceu à autarquia lisboeta, na pessoa de Fernando Medina, o apoio na realização destas comemorações e recordou os objetivos revolucionários que, para além da liberdade e da democracia, também visaram a justiça social. O antigo militar de Abril alertou para o perigo de tendências populistas, que surgem um pouco por todo o mundo, apelando para que "os nossos governantes resistam à pressão dos novos falcões". "A memória é curta", pelo que urge estar atento à emergência de "novos ditadores", advertiu.

O primeiro ministro, que se considera integrante da primeira geração a amadurecer com a revolução e a "crescer em liberdade", sublinhou essa dívida de "gratidão que não podemos esquecer". António Costa considerou que os três "Dês" que a revolução propunha - Democracia, Desenvolvimento e Descolonização - são "aspirações sempre inacabadas" e que devem continuar a construir-se. Não obstante, o governante salientou as enormes diferenças do Portugal de hoje face ao país de há 45 anos e congratulou-se com a capacidade do processo revolucionário, "que é sempre um parto difícil", ter almejado a reconciliação entre os portugueses, após os momentos iniciais de rutura.

O Presidente da República, por seu lado, sublinhou o "caráter pacífico" da revolução portuguesa, cuja matriz permite que ele próprio, enquanto primeira figura do Estado, possa "andar à vontade e em segurança" pelo país. "Gratidão, memória e esperança" são as três palavras com que Marcelo Rebelo de Sousa caracteriza a sua relação com o movimento revolucionário que impôs o fim da ditadura. "A pior das democracias é melhor que a mais digna das ditaduras", sentenciou o Chefe de Estado que, no entanto, alertou para o facto de que "não há democracia, liberdades e justiça solidária adquiridas", num momento de crescimento das "xenofobias e populismos". 

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