4º Aniversário do MUDE assinalado com plano de requalificação

Maio 21, 2013
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No dia em que celebra o seu 4º aniversário, o MUDE – Museu do Design e da Moda, Coleção Francisco Capelo, apresentou, dia 21 de maio, um balanço dos primeiros quatro anos de atividade do museu, bem como as opções estratégicas dos próximos quatro, dando particular realce ao projeto de reabilitação do edifício que habita, na baixa pombalina.

Na ocasião, foi também inaugurada a instalação de rua Made in Portugal – Caiaques Nelo. Trata-se de uma exposição na fachada do museu onde se reúnem os caiaques que têm equipado as últimas edições dos Jogos Olímpicos.

A apresentação do projeto foi feita por Bárbara Coutinho, diretora do MUDE, que afirmou pretender envolver mais o museu com as pessoas que passam naquele quarteirão, criando “montras” nas fachadas do edifício, uma loja que se quer "uma Fnac do design", a ocupar todo o piso térreo - mantendo o icónico balcão do BNU - e com novas portas abertas para a Rua da Prata, Rua de São Julião e Rua do Comércio.

António Costa, presidente da autarquia fez questão de felicitar todas as pessoas envolvidas no projeto, desde o seu inicio, dizendo que a localização do museu é essencial para a vida naquela área, que “tem contribuído para a requalificação do centro histórico de Lisboa e esta é já uma das ruas mais movimentadas da europa”, explicou.

No primeiro andar funcionarão as áreas administrativas do museu, bem como o novo centro de documentação e um espaço para exposições temporárias; no segundo, funcionará o auditório desenhado por Daciano Costa e António Garcia, uma pequena cafetaria, a área educativa, espaços para residências de designers e outros para aluguer, na ótica da rentabilização do edifício.  

Logo acima, dois pisos para a coleção permanente com uma nova abertura - à imagem do projeto original do BNU, que incluía um vão de cima a baixo do edifício - que os ligará ganhando um duplo pé-direito para permitir "expor peças do espólio que hoje não cabem", explica Bárbara Coutinho. 

No quarto piso, as reservas, que saem do atual depósito nos Olivais para vir viver para o MUDE, parte delas (a coleção de moda) no piso -1 junto aos cofres, outra parte revestida a vidro no quarto andar para estarem "em parte visíveis e com programação de visita" às peças que não estiverem em exposição. Também no 5.º andar, mais reservas e as cozinhas do futuro restaurante, que irá ocupar a cobertura do edifício, um sexto andar com vista para o Castelo de S. Jorge e para o arco da Rua Augusta.  

Quatro anos e um milhão de visitantes depois, sendo 40% deles estrangeiros, o MUDE é uma casa para o design mas também um espaço para a experimentação e a criatividade. É um projeto vivo, atuante e dinâmico, que tem vindo a contribuir para a requalificação do centro histórico de Lisboa.



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