Cultura e Lazer, Município

A história da cidade contada pelo chão

18, Abril 2017
É única e talvez seja a exposição que poucos pensariam ser possível, menos ainda que pudesse contar a história de Lisboa. Mas é isso que faz a mostra “Debaixo dos nossos pés”, patente no torreão ponte da Praça do Comércio até 24 de Setembro, com imagens, reproduções e exemplares de vários pavimentos olisiponenses, desde a Pré-História até meados do século XX.

Foi inaugurada em 18 de abril, no torreão poente da Praça do Comércio, a exposição “Debaixo dos nossos pés, pavimentos históricos de Lisboa”, uma mostra singular que propõe uma autêntica viagem pela história da cidade entre a Pré-História e meados do século XX. Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura, presidiu à cerimónia, que contou com a presidente do Museu de Lisboa, Joana Sousa Monteiro, e os comissários da exposição. 

Uma exposição que procura continuar a desvendar “algumas das muitas maravilhas que a nossa cidade tem”, explicou Joana Monteiro, lembrando algumas das mostras anteriores dedicadas à luz de Lisboa, às varinas e à azulejaria. “Agora convidamos todos a olhar para o chão”, para de seguida frisar que “os pavimentos têm muito que contar”. Trata-se, continua, de “um projeto de investigação longo”, onde “a arqueologia é rainha” mas com carácter multidisplinar, que junta também contributos de áreas como a Matemática, a Geologia, a História de Arte ou a Sociologia. Para breve está previsto o lançamento de um livro que junta cerca de 40 investigadores. 

“O objetivo é chamar a atenção para que a cidade de Lisboa tem uma enorme diversidade de pavimentos, que é o resultado de uma riqueza geológica subjacente”, destaca Lídia Fernandes, uma das comissárias. A historiadora e arqueóloga clarifica que “esta cidade é uma cidade de pavimentos desde sempre”, pelo estamos perante uma exposição de “uma longa diacronia” que começa na pré-história e termina em meados do século XX. Trata-se ainda de uma tentativa de aproximar a arqueologia ao cidadão comum, sublinha. 

Catarina Vaz Pinto salientou “o novo vigor que tem havido na divulgação da história de Lisboa” e a originalidade no tratamento dos temas. Trata-se, para a vereadora, de estimular “um novo olhar sobre a cidade”, que permite divulgar “todos esses elementos identitários que fazem parte da nossa memória colectiva”. 

Array
Mais notícias sobre:
Cultura e Lazer, Município