Investir

À procura de uma rede de criativos

04, Maio 2016
Não há respostas mas sim caminhos a percorrer, o ecossistema empreendedor da cidade de Lisboa conta com os makers e o movimento das indústrias criativas. Todos em rede, numa cidade que se afirma pela diferença e pela capacidade de unir, mobilizando.

O que é um maker? E um artista? São empreendedores? Como se ligam estas realidades de forma a potenciar o ecossistema empreendedor da cidade de Lisboa? Foi à procura de respostas, ou de caminhos como frisou Paulo Soeiro de Carvalho, director municipal de Economia e Inovação, que decorreu em 4 de abril um debate no Centro de Inovação da Mouraria (CIM). Mais uma iniciativa a marcar a quinta Semana do Empreendedorismo de Lisboa.

Pelos corredores do espaço municipal com pouco mais de um ano mas já uma referência no panorama das indústrias criativas em Lisboa, vários makers e artistas mostravam os seus produtos: de candeeiros artísticos em caixas de madeira a impressoras 3D, de chapéus a roupa, de artigos em cortiça ou de sabão com motivos de azulejos a empresas de produção artística e musical.

Duarte Cordeiro, vice-presidente da autarquia visitou demoradamente a exposição e contactou com os empreendedores, todos utilizadores do CIM ou do FabLab Lisboa. 

 

No bom caminho

No auditório, à pinha, muitos atores do universo empreendedor de Lisboa debatiam o tema com Paulo Soeiro de Carvalho e a directora do departamento de Inovação e Setores Estratégicos, Suzana Corvelo, procurando abrir pistas para três questões centrais: Faz sentido existir uma rede de espaços criativos em Lisboa? Que problemas e que soluções conjuntas podem ser encontradas? Quais são as necessidades, capacitações ou formação que estes espaços e os seus gestores procuram ou precisam?

Não há uma resposta mas sim o apontar de caminhos a desbravar, diz Paulo Soeiro de Carvalho, para quem os makers e o movimentos das indústrias criativas “fazem parte do ecossistema empreendedor da cidade.” Apesar de alguns traços que os distinguem, “a dinâmica e a capacidade de afirmação que esta cidade tem tido” junta-os todos no mesmo ecossistema”, afirma. 

Uma “força que temos sido capazes de desenvolver e marca a diferença em relação a outras capitais europeias e mundiais”, frisa ainda, lembrando a diversidade de espaços presentes no debate como o Lx Factory, a Trienal de Arquitetura, o FabLab Lisboa, o Hangar, o Espaço Todos ou a Escola das Gaivotas. E o próprio Centro de Inovação da Mouraria, claro.

Perceber o que têm de comum estes espaços criativos foi o objetivo, diz, mas sobretudo importa perceber o que pode fazer a autarquia para os ligar em rede e dessa forma potenciar “esta dinâmica e esta transformação a que estamos a assistir” na cidade de Lisboa. Essa é “a força” que a Câmara Municipal de Lisboa tem sido “capaz de orquestrar” e o dirigente mostra-se confiante no futuro, lembrando “a resposta massiva” dos atores que integram o ecossistema empreendedor aos cerca de quarenta eventos que dão corpo à Semana do Empreendedorismo.