Areeiro, Segurança, Voluntariado 2015

A Proteção Civil começa em cada um de nós

01, Março 2015
  • Dia Mundial da Proteção Civil na Alameda Dom Afonso Henriques
    Dia Mundial da Proteção Civil na Alameda Dom Afonso Henriques
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    Dia Mundial da Proteção Civil na Alameda Dom Afonso Henriques
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    Dia Mundial da Proteção Civil na Alameda Dom Afonso Henriques

A importância do voluntariado na cidade de Lisboa - Capital Europeia do Voluntariado 2015 - ficou bem patente durante a ação de sensibilização organizada pela Proteção Civil da Câmara Municipal de Lisboa, que decorreu dia 1 de março, Dia Mundial da Proteção Civil, junto ao Parque Infantil da Alameda Dom Afonso Henriques.

Para assinalar a data, instituída pela Organização Internacional de Proteção Civil, este ano subordinada ao tema "A Proteção Civil e a Educação para o Risco", técnicos da Proteção Civil Municipal (SMPC), com a colaboração de dezenas de voluntários das Juntas de Freguesia do Areeiro, Arroios, Beato e Penha de França, levaram a cabo diversas ações, vocacionadas para todos os escalões etários, no "âmbito dos planos locais de emergência" e integrada no Ano Europeu do Voluntariado, como explicou o diretor do SMPC, Manuel João Ribeiro.

Preparar melhor as pessoas, para que tenham "comportamentos adequados" em situações de catástrofe ou acidentes, foi a preocupação dos técnicos envolvidos, em ações tão diversas como workshops de comunicação sobre código morse, ou código homógrafo (com utilização de bandeiras), até à construção de kits de emergência, ou definição de planos de emergência familiares.

"Não entrar em pânico e evitar decisões precipitadas", foi um dos muitos e válidos conselhos deixados pelos especialistas presentes, para quem "por vezes as pessoas são vítimas do mau comportamento e não do sismo".

Neste sentido, para Carlos Manuel Castro, vereador da Segurança e Proteção Civil de Lisboa, o "desafio no âmbito da proteção civil é, não apenas dominar as questões do ponto de vista técnico e científico, mas também chegar à população".

"Este género de iniciativas foi um desafio que coloquei logo desde o início e que estamos a concretizar, que é também a própria população ter noção dos riscos e dos problemas que existem e estar mais bem preparada para reagir". Para isso, declarou, “é necessário que haja um trabalho no âmbito do cidadão, do edifício, do quarteirão, do bairro e da freguesia, para que tenhamos uma cidade mais resiliente e mais segura”.

O papel das Juntas de Freguesia, e "o trabalho muito avançado" na dinamização do voluntariado foi aqui salientado por Carlos Castro, que pretende "que em cada uma das Juntas de Freguesia da cidade de Lisboa haja um grupo de voluntários de proteção civil", enquadrados no Plano Local de Emergência da autarquia.

Distinguida em 2015 como Capital Europeia do Voluntariado, a Câmara de Lisboa decidiu também associar os voluntários da proteção civil a esta temática, "um repto do vereador dos Direitos Sociais, João Afonso", informou o vereador. Lisboa dá assim "um bom exemplo no âmbito europeu em termos de voluntariado que é, através da proteção civil, valorizar os laços sociais em termos locais e isso contribui para um reforço da resiliência da cidade de Lisboa", concluiu.

Um flash mob, coreografado por João Ferrador, encerrou esta iniciativa, transmitindo a todos, de uma forma descontraída, regras básicas de atuação perante um terramoto: Baixar, Proteger, Aguardar. Uma mensagem simples e curta, como devem ser as sempre as comunicações de emergência, porque "no passa palavra vai-se perdendo informação importante" diz quem sabe.

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