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À vela no “maior campo desportivo de Lisboa”

10, Junho 2015
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    À vela no “maior campo desportivo de Lisboa”

80 embarcações à vela, Tejo, sol, fim de tarde e Lisboa… não podia haver cenário mais fantástico para a segunda edição da regata ao pôr do sol “Sails of Lisbon”. Uma iniciativa da Associação Nacional de Cruzeiros que em 9 de junho fez as delícias de quem passeava pela zona ribeirinha entre Alcântara e Belém, poucos dias depois de ter partido a Volvo Ocean Race. 

Mansas, num fim de tarde soalheiro e quente, as águas do Tejo pareciam querer saudar os veleiros que durante cerca de duas horas percorreram o rio entre a Ponte 25 de Abril e a Torre de Belém. Sempre à boleia do vento que trazia no bojo o cheiro a sardinha e um abraço de Santo António, porque este é o mês das Festas de Lisboa Capital do Mar, Lisboa Capital Europeia do Atlântico. 

E os barcos cortaram velozes essas águas que guardam a memória de um povo. Águas prateadas primeiro, cintilantes porque cintilante era o sol que as banhava; águas de fogo depois, espelho alaranjado quando o sol se apressou a esconder atrás da Torre de Belém que este ano comemora cinco séculos. 

 

Afirmar Lisboa e o Tejo 

Terminaram já a noite caía sobre Lisboa e António Peters, organizador da regata, era um homem orgulhoso e animado. Porque pelo segundo ano a prova é um êxito, uma prova que o dirigente da Associação Nacional de Cruzeiros e homem há muito ligado às coisas do mar quer consolidar na capital. 

O brilho das luzes reflectidas nas águas e dos veleiros ainda no rio confundia-se no resplendor dos olhos de Peters quando falou de Lisboa, do tejo e dos barcos. “O Tejo é o maior campo desportivo de Lisboa” diz-nos, e porque a cidade não tem nenhuma prova icónica com expressão internacional, esta é para o responsável pela Sails of Lisbon uma excelente oportunidade. 

Lisboa, Tejo e vela são pois três excelentes “ingredientes” para um evento náutico de expressão internacional que mobiliza velejadores, turistas e lisboetas num cenário único, uma espécie de metamorfose entre prova desportiva e espectáculo a partir das margens mas também no meio do rio, porque os velejadores são simultaneamente concorrentes e espectadores.  

António Peters já pensa no próximo ano, porque o objetivo é não perder o balanço para esse esforço de afirmar e internacionalizar uma prova que celebra Lisboa e o seu rio. E lembra a propósito um verso cantado pela fadista Mafalda Arnauth, embarcada num dos veleiros: “Lisboa sem o Tejo fica nua”. 

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