Intervenção social, Lumiar

Abriu o centro de acolhimento temporário de refugiados em Lisboa

22, Fevereiro 2016
Situado no Lumiar, o centro está preparado para acolher entre 24 a 30 pessoas, consoante o tipo de agregado familiar. Fernando Medina e o vereador dos direitos sociais, João Afonso, assinalaram a abertura do espaço numa cerimória emotiva que contou com muitos dos parceiros que integram a rede colaborativa e declarou que desta forma Lisboa cumpre uma obrigação política, ética e moral.

O Centro de acolhimento temporário de refugiados de Lisboa foi inagurado em 23 de fevereiro pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, numa cerimónia que contou com o vereador dos direitos Sociais, João Afonso, o presidente da Associação das Forças Armadas, José Arruda, o presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, Pedro Delgado Alves, vereadores e deputados municipais de várias forças políticas e representantes das diversas organizações que compões a rede colaborativa para a integração dos refugiados. 

Fica instalado na Quinta das Camélias, espaço cedido pela Associação dos Deficientes das Forças Armadas, e terá como função a recepção aos refugiados que chegam à capital, fornecendo-lhe alojamento, alimentação e formação, particularmente ao nível da língua, até que sejam encaminhados  para espaços de habitação definitivos.

"Um espaço de oportunidade" que para muitos será a solução definitiva de vida, frisou Fernando Medina, salientando que a abertura do centro e o esforço da autarquia no acolhimento dos refugiados "está no nosso código genético e é marca identitária de Lisboa nos dia de hoje, cidade aberta, cosmopolita e fraterna."

João Afonso adiantou que as instalações receberão em princípio durante a próxima semana os primeiros refugiados e desejou que "quem chegue se torne um novo lisboeta". 

 

Uma obrigação política, ética e moral 

“Vivemos uma das maiores crises de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou João Afonso, explicando que a abertura do centro corresponde à estratégia camarária definida no programa municipal de acolhimento de refugiados, que estabelece três fases no processo de recolocação: acolhimento, acompanhamento e integração. 

O Centro procura responder à primeira fase e o vereador salienta os cerca de 50 parceiros envolvidos na rede colaborativa. “Um espaço municipal para a defesa dos direitos humanos”, diz, um espaço que nasce de “uma obrigação política, ética e moral”, frisa Fernando Medina. 

João Afonso recorda que a Câmara de Lisboa manifestou, em conjunto com os diversos parceiros. disponibilidade para receber cerca de 500 refugiados, 10 por cento do contingente previsto para Portugal. Por isso foi dinamizada uma rede colaborativa de instituições com o objetivo de criar condições para receber os refugiados em diversas áreas, particularmente ao nível da habitação, saúde, educação, alimentação, vestuário, aprendizagem do português, formação profissional, validação de competências ou acesso ao mercado de trabalho. 

 

 

 

 

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