Cultura e Lazer, Intervenção social, Município

Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos com Nobel Saramago

07, Dezembro 2018
No 70.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, Lisboa lembra também a passagem de 20 anos sobre a entrega do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago. Entre as iniciativas programadas, destaque para a leitura pública da Declaração, às 17h00 nos Paços do Concelho, e para a inauguração do Largo José Saramago.

Há 20 anos, em 10 de dezembro de 1998, José Saramago recebia o Prémio Nobel da Literatura, até hoje o primeiro e único prémio da Academia Sueca a distinguir a língua portuguesa. Era desejo do escritor que a sua Fundação assumisse como norma de conduta a Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela Assembleia Geral da ONU há 70 anos, no dia 10 de dezembro de 1948, data que desde então é celebrada como o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Para assinalar a dupla efeméride, a Câmara Municipal de Lisboa organizou um programa que começa às 10h00 na Rua Carlos Alberto Mota Pinto, com a inauguração de um mural alusivo ao 70.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Uma obra assinada por Peter Sis, no âmbito do programa Art for Amnesty da Amnistia Internacional. 

Às 10h30, no edifício municipal do Campo Grande, é inaugurada uma exposição com trabalhos de alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclo da rede pública de Lisboa, no âmbito do Programa de Educação para as Literacias – Letras, Cores e Saberes. “Direitos Humanos de todos e para todos” foi o desafio lançado aos alunos, com destaque para os aspetos relacionados com a inclusão social. A mostra fica patente ao público naquele local (Campo Grande, 25) e tem entrada livre.

Hannah Arendt não foi esquecida no programa e, às 11h00, no cruzamento da Rua da Sociedade Farmacêutica com a Rua do Conde de Redondo, é descerrada uma placa evocativa da filósofa alemã que viveu por um período na capital portuguesa, em 1941, quando se encontrava em fuga ao regime nazi e antes de rumar aos Estados Unidos.

As comemorações dos 20 anos da entrega do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago têm início às 12h00, frente à Fundação por si criada. Fernando Medina, presidente da autarquia, inaugura a placa toponímica do futuramente designado por Largo José Saramago

O edil segue depois para o Torreão Poente da Praça do Comércio, onde, às 12h45, assinala a abertura da exposição «Silêncio e memória - 23 Prémios Nobel de Literatura». Com curadoria de Miguel Ángel Invarato, fotografias de Kim Manresa e textos de Xavi Ayén, a exposição apresenta mais de 160 fotografias e excertos de entrevistas com 23 Prémios Nobel da Literatura, incluindo José Saramago. Esta apresentação marca o início da itinerância europeia da mostra, depois de uma primeira exibição já realizada no Centro Nobel, em Estocolmo, na Suécia. 

Um dos momentos altos destas comemorações regista-se às 17h00, nas escadarias dos Paços do Concelho, com a leitura pública da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Uma iniciativa que decorre em simultâneo nas cidades de Madrid, Paris, Dublin, Roma, Bruxelas, Berlim e Berna, juntando os respectivos presidentes de câmara e membros da vereação, acompanhados de crianças e artistas, na leitura dos 30 artigos que compõem a declaração. Antes, em Bruxelas, presidente da autarquia e o presidente da Associação das Nações Unidas lêem o nome de todas as capitais participantes.

A partir do dia 10 e até 18 de dezembro, o São Luiz Teatro Municipal acolhe o Festival Internacional de Cinema sobre as Migrações, da Organização Mundial para as Migrações. Uma parceria com Câmara Municipal de Lisboa e o Alto Comissariado para as Migrações, que tem entrada livre.