Urbanismo

Aposta no espaço público valorizada no Archi Summit

14, Julho 2018
O arquiteto Carrilho da Graça afirmou na abertura do evento que “é muito interessante a aposta deliberada da Câmara Municipal de Lisboa na valorização do espaço público”, por seu lado Pedro Dinis, dirigente da autarquia, realçou a importância de “ouvir quem habita e frequenta os espaços”.
  • Fotografia Archi Summit 2018
    Fotografia Archi Summit 2018
  • Fotografia Archi Summit 2018
    Fotografia Archi Summit 2018
  • Fotografia Archi Summit 2018
    Fotografia Archi Summit 2018

O diálogo sobre o espaço público, entre a autarquia e as populações, tem transformado a cidade de Lisboa. A ideia foi defendida pelo arquiteto Luís Carrilho da Graça na conferência que abriu a quarta edição do Archi Summit, que decorreu em 12 e 13 de julho no LX Factory. «É muito interessante a aposta deliberada da Câmara Municipal de Lisboa (CML) na valorização do espaço público», afirmou Carrilho da Graça, destacando o interesse e a adesão das pessoas na discussão do tema, nomeadamente o grande número de participantes no debate do Archi Summit.

Pedro Dinis, diretor do Departamento de Espaço Público da Câmara Municipal de Lisboa (CML) confirmou que «faz sentido ouvir quem habita e frequenta os espaços, que é quem sabe o que lá quer ver. Trabalhar o espaço público da cidade é um processo complexo e demorado, mas, de facto, a cidade está diferente». O responsável exemplificou o trabalho de diálogo que a CML tem desenvolvido com a população com o projeto “Uma praça em cada bairro”, que tem permitido requalificar vários espaços públicos da cidade de Lisboa, partindo da auscultação de associações locais e juntas de freguesia, através da dinamização de sessões abertas aos munícipes, presenciais e online.

Carrilho da Graça, responsável pelo projeto de requalificação do Campo das Cebolas e da criação do novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa, destacou a importância de conhecer profundamente o local onde se vai intervir, de forma a não desvirtuar a sua história e sua identidade própria. O arquiteto revelou que o maior valor destes projetos «é evidenciar o que já existe, que é fantástico. O que mais me agrada no edifício do Terminal é a vista da cobertura quer para Alfama, quer para o Mar da Palha». 

Pedro Dinis sublinhou ainda que «a cidade não vive completamente do espaço público, vive também do espaço criado por privados que têm utilização pública», dando o exemplo das praças, terraços, atravessamentos, etc. «O fazemos é trabalhar com o privado para perceber como é que espaços semipúblicos podem ser integrados com a rede de espaços públicos», referiu o arquiteto da CML. As próprias fachadas dos novos edifícios acabam por modificar o espaço público, realçou também Carrilho da Graça. 

Pedro Dinis revelou ainda que 90 por cento das intervenções levadas a cabo pela CML são requalificações de espaço já existente, e, dos restantes 10 por cento, correspondentes a construções novas, várias passam pela transformação de “não espaços” em espaço público, como a praça do Fonte Nova, que partiu da «redução do parque de estacionamento, onde havia grande afluência de pessoas».      

     

Fonte: Archi Summit

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