Ajuda, Município, Urbanismo

Apresentação das obras de conclusão do Palácio da Ajuda

16, Março 2018
As obras de valorização do Palácio da Ajuda visam acolher a exposição permanente do tesouro real. Fernando Medina e o Ministro da Cultura Filipe Castro Mendes, estiveram na apresentação do projeto à imprensa e visitaram o andamento da obra, hoje, dia 14 de março.

João Carlos dos Santos, responsável pelo novo projeto, começou por lembrar que o enorme acervo da coleção do Tesouro Real conta com mais de 6 mil peças e que até hoje tem estado acessíveis ao público em exposições temporárias. Relembrou ainda as fases de construção a que o palácio da Ajuda foi sujeito e das diferentes tentativas de acabamento, ilustrando com fotografias alguns momentos dessa história. Num segundo momento o arquiteto apresentou o projeto previsto para a fachada poente, onde se salientam as linhas verticais e um acabamento contemporâneo. O novo espaço museológico, que irá acolher a coleção real, será dominado por uma caixa forte onde, através de um percurso interno,se terá acesso às peças. 

Francisco Providência designer e responsável pelo projeto de museografia e de comunicação gráfica do novo espaço museológico explicou os elementos que prevaleceram no desenho do percurso expositivo e as opções tomadas.  

Fernando Medina salientou a importância deste dia, na sua carga simbólica, que assinala o fechamento de uma construção que está por terminar há 250 anos, “não havendo muitos dirigentes sobre os quais caia tamanha responsabilidade”. Fernando Medina salientou também a elegância e qualidade do projeto arquitectónico estendendo as felicitações a Francisco Providência pelo desenho do espaço museológico e da sua lógica de percurso. O autarca salientou também a unicidade da parceria criada, pelo seu carácter inovador, ao se conjugar pela primeira vez, o município, o estado central e a Associação de Turismo de Lisboa, num objetivo comum, sendo este o primeiro projeto a ser financiado pelas verbas do turismo de Lisboa. 

Luís Filipe de Castro Mendes começou por lembrar a maldição do arquiteto, explicação popular acerca das razões da incompletude do palácio afirmando que este é o momento de superar esta maldição, só alcançada pela parceria entre as três entidades financiadoras envolvidas.  

O custo previsto da obra nesta primeira fase será de 21milhões da euros, Ministério da Cultura, CML e Associação de Turismo de Lisboa, a finalização da obra está prevista para o primeiro trimestre de 2020. 

O vereador do urbanismo, Manuel Salgado, esteve presente na apresentação. 

Mandado construir por D. João VI, quando ainda era príncipe regente, o Palácio Nacional da Ajuda sofreu várias vicissitudes, que atrasaram e levaram ao abandono a sua construção, ficando-se por um terço do projeto inicial. A fuga da corte para o Brasil, as guerras liberais e a decisão da monarquia de habitar o palácio das Necessidades, incêndios, contribuiram para que a obra fosse ficando incompleta. Em breve o palácio será rematado, adquirindo novas valências expositivas e museológicas. 

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