Ambiente, Educação, Mobilidade

Apresentação do Programa de Mobilidade Escolar

17, Maio 2019
  • Programa Mobilidade Escolar
    Programa Mobilidade Escolar

O Jardim de Inverno do Teatro Municipal de São Luiz foi o palco escolhido, no dia 16 de maio, para a apresentação do Programa de Mobilidade Escolar e do relatório do projeto Mãos ao Ar Lisboa! 2018.

A abertura da sessão esteve a cargo do vereador da Educação, Manuel Grilo, que sublinhou a importância de melhorar a mobilidade dos alunos das escolas da capital para um modo mais sustentável. Um facto reforça esta importância: "em período de férias ou de interrupção das aulas e atividades letivas há menos 20% de automóveis a circular na cidade, pois estão em tempo de aulas afetos à mobilidade escolar". Isto é, boa parte do tráfego lisboeta é gerado pela necessidade de os encarregados de educação levarem as crianças e jovens à escola. Por isto mesmo, o autarca anunciou que, já no próximo mês de setembro, o passe Navegante Escolar gratuito será alargado, no ato de matrícula, a todos os alunos das escolas básicas e secundárias da capital.

Inês Castro Henriques, da CML, apresentou então os objetivos do Programa de Mobilidade Escolar: melhorar as rede pedonal e ciclável, mais segurança e autonomia dos alunos, melhores transportes públicos. Outra técnica municipal, Sofia Martins, forneceu detalhes sobre a passe Navegante Escolar. O passe funciona com um cartão que é simultaneamente o de identificação do aluno, servindo como título gratuito nos transportes públicos da CARRIS e Metropolitano (atualmente), sendo em setembro alargado também ao transporte oferecido pela CP e pela Fertagus, permitindo ainda o acesso aos equipamentos culturais da EGEAC e funcionar como porta moedas para pagamentos correntes na escola (papelaria, cantina). Para além dos alunos do primeiro ciclo (15 mil de 84 escolas públicas e 11 600 de 98 privadas), o passe Navegante Escolar será alargado aos alunos do 2ª e 3ª ciclos já no ano letivo de 2019-2020, ou seja, a mais 16 mil alunos de 46 escolas.

Outro projeto do programa é o LX Sem Rodinhas, um projeto piloto apresentado por Miguel Pacheco que, no âmbito da educação física das escolas básicas pretende, ao longo de dois meses (abril e maio)ensinar 800 alunos a andar de bicicleta. Prevê-se alargar a outras escolas este projeto piloto. Já Joana Freitas, da EMEL, revelou aspetos do projeto Pela Cidade Fora que, através de livros (35 mil já distribuídos) e de atividades lúdicas pretende familiarizar os alunos com questões de utilização dos transportes públicos e da segurança rodoviária. Na mesma senda, o projeto Caminho Seguro, apresentado por Sofia Knapic, da CML, visa estimular a utilização correta de modos suaves de deslocação, como andar a pé, de bicicleta, de trotineta ou de skate.

O projeto Ciclo Expresso é uma experiência apresentada por um morador no Parque das Nações, João Bernardino, que vem promovendo um "combóio de bicicletas", com o objetivo de promover este meio de transporte e incentivar medidas de acalmia do tráfego e de segurança junto às escolas. Outra Experiência Escolar, no âmbito do programa Erasmus + envolvendo sete escolas de vários países europeus, leva os alunos a monitorizar os seus passos através de um contador, assim se incentivando o aspecto saudável do andar a pé, revelou Maria João Lucena, do Agrupamento de Escolas Filipa de Lencastre.

Antes do final da sessão, Inês castro henriques, da CML, e Mário Alves, das associações cívicas agregadas na liga Estrada Viva, apresentaram o relatório do projeto Mãos ao Ar Lisboa! 2018 - "Isto é uma votação popular!". Trata-se de um inquérito realizado junto dos alunos de 60 escolas públicas e 25 privadas, com cerca de 15 700 respostas, procurando saber como os alunos se deslocam para a escola e da escola para casa. Os resultados mostram que a maioria vem com os pais de automóvel (43%), cerca de um terço (31%) a pé ou de bicicleta e 24% de transportes públicos.

Comentando estes resultados, o vereador da Mobilidade, Miguel Gaspar, referiu a necessidade de "mudar para um futuro mais sustentável". "Só podemos resolver o problema da mobilidade na cidade resolvendo o da mobilidade escolar", para o que devemos "transmitir hoje o que são as melhores opções de deslocação aos que amanhã serão os adultos". O autarca destacou algumas medidas entretanto tomadas para melhorar os transportes públicos ("já renovámos metade da frota da CARRIS") e monitorizar a qualidade do ar (com mais 78 sensores), já que 3 mil crianças na cidade apresentam problemas respiratórios. No fundo, trata-se também de mudar uma realidade evidenciada por um estudo: 60% dos lisboetas têm medo de ser atropelados à porta de casa. E "são as crianças que nos ajudam a mudar", concluiu Miguel Gaspar.

No final, os vereadores José Sá Fernandes, Manuel Grilo e Miguel Gaspar atribuíram os prémios Mãos ao AR às escolas do top 2018, as escolas que conseguiram maior participação na resposta ao inquérito.

Array
Mais notícias sobre:
Ambiente, Educação, Mobilidade