Cultura e Lazer, Município

ARCOLisboa 2018: a arte passa por aqui

16, Maio 2018
Lisboa é por estes dias a capital europeia da arte contemporânea. Foi hoje, dia 16 de maio, inaugurada a terceira edição da ARCOLisboa que conta este ano com 72 galerias oriundas de 14 países, sendo que 27 são portuguesas e várias novidades.
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    ARCOLisboa 2018: a arte passa por aqui

Até 20 de maio a Cordoaria Nacional volta a receber a ARCOLisboa posicionando a capital portuguesa como um dos polos culturais da Europa.

Na abertura oficial da feira o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa acompanhado pelo Presidente da República visitou longamente as galerias presentes que aumentam para 72, o que representa um crescimento de 22,5%. 

" Um dos momentos mais vibrantes da vida cultural da cidade", classificou Fernando Medina que lembrou a parceria entre a CML e a organização da feira que, em 2018, viu reforçados os laços com a atribuição de um apoio financeiro por parte da autarquia.

Apaixonado confesso pela arte contemporânea , e pela primeira vez na inauguração da ARCO, Marcelo Rebelo de Sousa destacou a cumplicidade estratégica entre Madrid e Lisboa que, o Presidente da Républica considera ser de grande importância para o Portugal. Marcelo Rebelo de Sousa é da opinião que esta 3ª edição da ARCO é "virada para o mundo".

A programação e as novidades

A secção principal da ARCOLisboa 2018, contará com uma seleção de 60 galerias nacionais e internacionais feita pelo comité organizador da ARCO cujos trabalhos selecionados incluem as vanguardas históricas, os clássicos contemporâneos e a arte atual.

Pela primeira vez, haverá  um espaço dedicado aos mais pequenos, no domingo, dia 20, com os workshops ARCOkids que, criados pela Operação Nariz Vermelho, aproximarão as crianças do mundo da arte contemporânea.

Um crescimento que resultará em novos conteúdos, tais como os projetos individuais de artistas que, pela primeira vez, ocuparão o Torreão Poente, apresentando a obra de 10 artistas portugueses e internacionais em profundidade.

Opening, o espaço dedicado a galerias jovens que este ano celebra a sua segunda edição, apresentará 12 projetos selecionados, novamente, pelo curador João Laia. 

Outra iniciativa que está presente na ARCOlisboa, desde o primeiro dia, e que este ano terá um protagonismo especial, é a Tables Are Shelves, a feira de editoras independentes. Esta seleção de editoras especializadas em publicações de artistas e outras publicações em papel cresce e vai ocupar também uma das salas do Torreão Nascente.

Nesta terceira edição, a ARCOlisboa quer colocar uma ênfase especial na dinamização de novos públicos. Neste sentido, Sílvia Escórcio, em colaboração com museus como o MAAT, Museu Coleção Berardo, Museu Serralves, Centro de Arte Quetzal, Museu Calouste Gulbenkian, Museu de Arte Contemporânea de Elvas, entre outros, e como as principais escolas e universidades de arte do país, desenvolverá um programa especial para aproximar o público à arte contemporânea. Esta é uma iniciativa à qual se associam os Amigos de museus estrangeiros como Museo Guggenheim Bilbao, Museo Reina Sofía e Museo del Prado.


Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional

A presença de coleções será outro dos grandes focos de interesse. A CML apresenta no Torreão Nascente as suas aquisições de 2016 e 2017, naquela que é outra das novidades este ano.

Um espaço que também foi visitado pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

A ARCOLisboa 2018 está aberta ao público entre quinta-feira a sábado, das 14:00 às 21:00, e, no último dia, domingo, das 12:00 às 18:00.

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