Mobilidade, Município

Área Metropolitana de Lisboa quer reduzir dependência do transporte individual

07, Maio 2019
A mobilidade metropolitana deve caminhar no sentido do transporte coletivo, reduzindo a dependência do transporte individual. A medida foi defendida hoje em Loures por Fernando Medina, presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa, no encerramento da conferência "Mobilidade e Sustentabilidade na Área Metropolitana de Lisboa", organizada pela TSF.
  • Conferência "Mobilidade e Sustentabilidade na Área Metropolitana de Lisboa"
    Conferência "Mobilidade e Sustentabilidade na Área Metropolitana de Lisboa"
  • Conferência "Mobilidade e Sustentabilidade na Área Metropolitana de Lisboa"
    Conferência "Mobilidade e Sustentabilidade na Área Metropolitana de Lisboa"
  • Conferência "Mobilidade e Sustentabilidade na Área Metropolitana de Lisboa"
    Conferência "Mobilidade e Sustentabilidade na Área Metropolitana de Lisboa"
  • Conferência "Mobilidade e Sustentabilidade na Área Metropolitana de Lisboa"
    Conferência "Mobilidade e Sustentabilidade na Área Metropolitana de Lisboa"
  • Fernando Medina, presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa
    Fernando Medina, presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa
  • Bernardino Soares, presidente da Câmara Municipal de Loures
    Bernardino Soares, presidente da Câmara Municipal de Loures
  • Conferência "Mobilidade e Sustentabilidade na Área Metropolitana de Lisboa"
    Conferência "Mobilidade e Sustentabilidade na Área Metropolitana de Lisboa"

A mobilidade, disse Medina, é "uma prioridade fundamental" e "estruturante do próprio conceito metropolitano", assumida pelos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Mais de metade das pessoas que se deslocam diariamente dentro do município de Lisboa “não são residentes na cidade”, sublinhou o, também, presidente da Câmara Municipal de Lisboa. O sistema de transporte coletivo em Lisboa “não serve fundamentalmente os residentes, mas sim uma população igual à da cidade de Lisboa que todos os dias aqui entra para trabalhar”.

A criação de uma empresa metropolitana de transportes, na dependência da AML, foi, assim, uma medida destacada pelo autarca. Uma marca única, requisitos de autocarros únicos, um sistema tarifário e bilhética únicos, com uma rede única.

A AML, revelou, vai apresentar ao governo um programa de investimentos de âmbito metropolitano, dando prioridade à mobilidade. "O governo inscreveu já uma verba muito significativa de cerca de 1.100 milhões de euros no plano nacional de investimentos para os meios pesados de mobilidade na área metropolitana de Lisboa". Este valor, precisou, não inclui os investimentos na ferrovia e no transporte fluvial.

Mais 160 mil passes vendidos

Sobre o passe único, que "materializou" a visão da AML sobre a mobilidade, Medina avançou os números já conhecidos: em abril foram vendidos 63 mil cartões - um aumento de 43 mil - e os passes tiveram um crescimento de 160 mil.

Em Lisboa, após dois anos da redução para metade, do valor dos passes na Carris para os reformados e terceira idade, a medida teve um efeito "neutro". O acréscimo de passageiros, daqui resultante, vai "acabar por ajudar o sistema, financeiramente”.

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