Cultura e Lazer

Arquiteto Manuel Aires Mateus recebeu Prémio Pessoa

06, Março 2018
Fernando Medina assistiu à cerimónia, que contou com o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, entre outras personalidades e membros do Governo.

A cerimónia de entrega do Prémio Pessoa 2017 a Manuel Aires Mateus decorreu em 5 de março na Culturgest e foi protagonizada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente não executivo da Caixa Geral de Depósitos, Emílio Rui Vilar, e o presidente do grupo Impresa e do júri do concurso, Francisco Pinto Balsemão. Fernando Medina assistiu à cerimónia, que contou com o primeiro-ministro António Costa, os ministros da Cultura e da Justiça, entre outras personalidades. 

A atribuição do prémio, organizado pela Caixa Geral de Depósitos e o jornal Expresso, foi divulgado no final de 2017, tendo então o júri afirmado em comunicado que a arquitetura de Manuel Aires Mateus “é moderna, abstrata e contemporânea, mas parte de uma recolha de formas e materiais vernaculares portugueses, que integra de um modo exemplar.” 

Para o júri, que lembrou então a vasta obra do galardoado, sublinhando o Centro de Criação Contemporânea de Tours (França), o Museu de Design e Arte Contemporânea em Lausanne (Suíça) e, no nosso país, a nova sede da EDP em Santos, na sua obra “a construção de formas e volumes é feita com um caráter inovador, por subtração de matéria, esculpindo vazios, contrariando assim o sentido clássico do projetar. Na obra doméstica e na recuperação de edifício é raro provocar ruturas, mas não cede a mimetismos fáceis, conseguindo estabelecer uma continuidade entre passado e atualidade."

No seu discurso, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que Manuel Aires Mateus, "como o seu irmão Francisco, tornou-se um nome de referência nas últimas décadas", para vincar que tem a sua chancela em projetos tão diferentes como faculdades, museus, centros históricos, sedes de empresas, lares, residências de estudantes e, até, “ironias do destino, a sede da Ordem dos Engenheiros".

Esta distinção também pode ser encarada, disse, “como uma chamada de atenção para a atividade única" que constitui a arquitetura, dependente de "contingências económicas, sociais ou políticas".

A cerimónia foi encerrada com um momento musical de Mário Laginha e Pedro Burmester ao piano.

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