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Arrancou o Smart Open Lisboa 3.0

13, Abril 2018
Mais ambicioso, o programa que pretende transformar a cidade num laboratório vivo de inovação tem agora três áreas verticalizadas: Mobilidade, com o processo de candidaturas a decorrer, Habitação e Turismo.

A terceira edição do Smart Open Lisboa (SOL) tem novidades e já começaram as candidaturas para a área Mobilidade, que foi apresentada em 12 de abril nos Paços do Concelho. “Um dos projetos mais acarinhados pelo município”, afirmou o vice-presidente da Câmara Municipal, Duarte Cordeiro, que lidera o pelouro da Economia e Inovação. 

“O objetivo é que cresça e ganhe mais importância”, disse Duarte Cordeiro, que enfatiza a estratégia de dados abertos inerente ao Smart Open Lisboa (SOL) e a importância do caráter laboratorial do projeto, à procura “de soluções que melhorem a vida da cidade e das pessoas, muitas extravasando a própria prestação de serviço público.”

Ninguém faz melhor

Trata-se, sublinha, de “um verdadeiro desafio à criatividade”, que junta de forma sinergética startups com parceiros públicos e privados. Esta é a terceira edição e Duarte Cordeiro lembra êxitos anteriores, como o teste da qualidade da água em piscinas municipais, a instalação de sensores na Avenida da Liberdade para medir a correlação entre som e poluição, ou a avaliação, na Praça do Município, da forma como as pessoas se movem no espaço urbano.

Um dos que teve maior impacto, a Triger Sistems, que após ter avançado com testes sobre as fugas de água em sistemas municipais de rega, caminhou já para um processo de internacionalização.

A autonomização de áreas verticais neste SOL 3.0 pretende aumentar o potencial de startups interessadas e responder a setores estruturantes da cidade, ao mesmo tempo que permite, sublinha, “dar mais notoriedade ao programa. De resto, Duarte Cordeiro afirma sem pejo que a intenção é posicionar Lisboa como “um dos melhores projetos de experimentação urbana a nível europeu” e vai mais longe: “há outras cidades a fazer, mas ninguém faz melhor.”

Uma referência

Já Miguel Tanger, da Beta i, afirma-se entusiasmadissimo com esta nova fase do projeto, lembra que a forte participação de startups internacionais e vinca a vontade de “tornar Lisboa ainda mais smart e open no futuro.”

O SOL é uma referência na cidade e Gonçalo Faria, diretor do programa, lembra-o, para declarar que começa agora a fase de seleção de startups para a área da Mobilidade. Para o verão está previsto o arranque da vertical Habitação, a do Turismo começará no final do ano ou início de 2019. 

Há mais ambição e “pode acontecer magia neste programa”, diz, explicando que os próximos dois meses serão dedicados às candidaturas, de onde sairão entre 20 a 30 startups para a fase do bootcamp, a decorrer entre 9 e 13 de julho. A experimentação decorre entre 16 de julho e 14 de novembro, já com cerca de 12 a 15 startups selecionadas, esperando-se que daí surjam bons e interessantes projetos de mobilidade para Lisboa, mas não só. 

Uma outra das novidades é que o SOL não terminará no tradicional Demo Day, marcado para 15 de novembro, continuará com os projetos que os parceiros considerarem importantes para a cidade. 

“Isto não é um programa de ideias, é um programa de experimentação com programas piloto”, diz Gonçalo Faria. 

Na sessão foram realizados vários painéis de debate com os parceiros do projeto, com destaque para a vertical Mobilidade, que juntou representantes da Carris, da EMEL, da Brisa, da Ferrovia e do Metro. 

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