Educação

Assembleia da República distingue Orquestra Geração

11, Dezembro 2018
A orquestra recebeu a Medalha de Ouro comemorativa do 50.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, pelo trabalho que desenvolve com crianças e jovens de bairros desfavorecidos e com a população migrante.

A Orquestra Geração foi distinguida no dia 10 de dezembro com a Medalha comemorativa do 50.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O Júri do “Prémio Direitos Humanos 2018”, da Assembleia da República deliberou que pelo seu contributo significativo para a inserção e desenvolvimento das crianças e jovens de bairros desfavorecidos e com população migrante, esta atribuição fosse entregue à OG, proposta que mereceu a concordância do Senhor Presidente da Assembleia da República.

A Orquestra Geração é um projeto pedagógico e social iniciado em 2007, que tem por objetivo contribuir para a inserção e desenvolvimento das crianças e jovens, promover a sua autoestima e das suas famílias, aproximar os pais do processo educativo dos filhos, combater o abandono e insucesso escolar, conter a exclusão social e promover entre as crianças e jovens a assimilação de valores como a cooperação, o respeito mútuo pelos outros e pelas diferenças culturais.

Na última década, este projeto de intervenção social através da música, cresceu para uma implementação em 20 escolas das regiões de Lisboa e Coimbra, a maioria em meios socialmente desfavorecidos, estendendo o ensino da Música a cerca de mil crianças da primeira classe ao 9.º ano de escolaridade. As cidades abrangidas atualmente por este projeto são Lisboa, Coimbra, Sintra, Oeiras, Sesimbra, Amarante, Mirandela, Murça, Amadora, Loures e Vila Franca de Xira.

A Medalha de Ouro foi também atribuída à Associação «Letras Nómadas», Associação de investigação e dinamização das comunidades ciganas, pelo seu objetivo de promoção da escolaridade e da empregabilidade nas comunidades ciganas e a formação nas áreas da história e cultura cigana; e a Joana Gorjão Henriques, jornalista, autora de reportagens sobre o tema do racismo e da discriminação e, em particular, da obra Racismo em Português, que reúne o testemunho de mais de 100 entrevistas conduzidas em cinco ex-colónias portuguesas: Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Moçambique.

O "Prémio Direitos Humanos" 2018 foi atribuído à Obra Vicentina de Auxílio aos Reclusos, pela sua atuação junto da população reclusa, designadamente através de visitas a estabelecimentos prisionais, do apoio a reclusos e suas famílias, contribuindo dessa forma para a humanização do sistema prisional e a reinserção dos reclusos.


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