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Assistentes Sociais encontram-se em Lisboa

05, Junho 2019

No dia 3 de junho realizou-se o 1.º Encontro de Assistentes Sociais do universo municipal de Lisboa, que contou com cerca de uma centena de profissionais da Câmara Municipal e de outras autarquias, das juntas de freguesia e da Gebalis.
 
Na abertura, o diretor municipal de Recursos Humanos, João Pedro Contreiras louvou a iniciativa, a sua organização e todos os assistentes sociais “que sabem como enfrentar problemas e propor soluções”. Mobilização, colaboração e participação “são palavras que fazem parte do vosso ADN”, disse. Júlia Cardoso, presidente da Associação de Profissionais de Serviço Social, relembrou o momento histórico que se vive: aprovação do 1.º Código Deontológico dos Assistentes Sociais em Portugal e apreciação pela Assembleia da República da proposta de criação da Ordem dos Assistentes Sociais. Mencionou, também, a “exigência desta profissão, uma vez que lida com pessoas em situação de grande fragilidade ou sofrimento social, pelo que é fundamental prevenir a exclusão”.

Seguiu-se uma apresentação das orientações fundamentais do Código Deontológico, recentemente aprovado, por Maria do Céu Patrão Neves, professora catedrática de Ética, da Universidade dos Açores, “o que revela a maturidade da profissão”.

No primeiro painel, dedicado à identidade dos assistentes sociais, foi debatida a importância da proximidade com a população e do serviço social como um serviço transformador que atua junto da pessoa. Foram ainda apresentados, por técnicas da divisão de Planeamento e Gestão de Recursos Humanos e do departamento de Saúde, Higiene e Segurança, os resultados de um questionário, aplicado aos 97 assistentes sociais do mapa de pessoal da autarquia, que permitiu definir o perfil do Assistente Social pela visão dos próprios profissionais.

Já durante a tarde, no segundo painel, foram partilhadas boas práticas de intervenção nesta área, como sessões focus group com os munícipes de Santa Clara, o projeto “Foto-Vozes” com moradores das Galinheiras, ou “Projeto vizinho limpinho” no bairro de Telheiras Sul, Alvalade. Tempo ainda para uma abordagem ao Programa Local de Habitação 2008-2018 e para a partilha de várias iniciativas e projetos do Núcleo de Intervenção de Serviço Social em prol dos trabalhadores do município.

O terceiro e último painel foi dedicado ao tema “Mudanças e inovação: práticas dos assistentes sociais no universo municipal de Lisboa”, onde foram abordados, entre outros, os desafios da intervenção social com a descentralização nas juntas de freguesia, o enquadramento organizacional de trabalhadores com ausências prolongadas do serviço, ou o programa municipal de acolhimento de refugiados.

No encerramento, Maria João Vicente, diretora do Departamento de Gestão de Recursos Humanos, sublinhou tratar-se de uma “carreira com um conteúdo funcional riquíssimo” e lançou o desafio de num próximo encontro se discutirem medidas a adotar pelo município para minimizar os eventuais riscos do exercício da profissão, “de forma a que se consiga ir ao encontro das necessidades dos Assistentes Sociais, que são um grande motivo de orgulho para a CML”. Já Cristina Pinho, diretora do DSHS, enalteceu os assistentes sociais, “que conseguem trabalhar em tantas áreas com um acrescento muito significativo para as pessoas”.  

Nas palavras da maioria dos oradores: “que este seja o primeiro de muitos encontros, desta e de outras áreas profissionais”.

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