Cultura e Lazer

Câmara Municipal de Lisboa lamenta morte do arquiteto Manuel Graça Dias

25, Março 2019
Câmara envia sinceras condolências à família e amigos de Manuel Graça Dias

A Câmara Municipal de Lisboa recebeu com profundo pesar a notícia da morte do arquiteto Manuel Graça Dias, com quem teve oportunidade de colaborar em inúmeros projetos. Um dos seus últimos trabalhos foi a notável requalificação, em 2018, do antigo Teatro Luís Camões, na Calçada da Ajuda, hoje teatro municipal, destinado exclusivamente à programação infantil e juvenil. Também no ano passado, Manuel Graça Dias foi comissário da Exposição “Futuros de Lisboa”, do Museu de Lisboa - Torreão Poente, que levantou questões e propôs possibilidades na conjugação dos elementos Lisboa, Cidade e Futuro

Quase sempre trabalhando em dupla com Egas José Vieira, no atelier CONTEMPORÂNEA, o seu nome fica associado a inúmeros espaços urbanos na Grande Lisboa, como a sede da Ordem dos Arquitetos (que dirigiu entre 2000 e 2004), o Museu do Aljube, inaugurado em 2015, ou o projeto do Teatro Municipal de Almada. Antes, em 1992, na Exposição Universal de Sevilha, Manuel Graça Dias mostrou com o Pavilhão de Portugal que o país podia ser mais alegre e menos formal.

Nos anos 80/90, contribuiu para uma Lisboa mais cosmopolita, criando espaços como o do restaurante italiano Casanostra, no Bairro Alto, ou a Loja Ana Salazar, na Rua do Carmo, marcando uma geração que então procurava novos hábitos de consumo.

Ao longo da sua carreira, em que foi também professor e comunicador de excelência da arquitetura portuguesa – na imprensa e televisão – recebeu vários prémios e distinções, nacionais e internacionais, entre eles, a  Menção Honrosa Valmor (1983) e o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, atribuído pelo Presidente da República Jorge Sampaio (2006). Em 1999, Manuel Graça Dias e Egas José Vieira ganharam o Prémio AICA/Ministério da Cultura (Arquitetura),  pelo conjunto da sua obra construída.

Mais notícias sobre:
Cultura e Lazer