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Carmina Burana cala Vale do Silêncio

09, Setembro 2017
A música esteve, esta noite, “ no lugar onde vivem as pessoas”.Foram mais de 17 mil que, no parque urbano Vale do Silêncio, assistiram um concerto único que poderia acontecer em qualquer uma das grandes salas de espetáculos do mundo, a interpretação de uma das mais famosas obras clássicas de sempre: Carmina Burana.
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    Carmina Burana cala Vale do Silêncio

Na plateia, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, foi um espetador atento do concerto inserido no Lisboa na Rua, uma iniciativa da EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural - que pretende dar a conhecer espaços de Lisboa menos conhecidos através de propostas culturais.

O maestro José Eduardo Gomes conduziu  a Orquestra e o Coro Gulbenkian, bem como o Coro Infantil do Instituto Gregoriano de Lisboa e os solistas “nessa espécie de elenco musical das paixões humanas”.

Um espetáculo que, segundo os números oficiais, levaram mais de 17 mil pessoas a um dos maiores pulmões verdes de Lisboa e que terminou ao final de mais de uma hora em plena apoteose.

Carmina Burana

Carmina Burana é uma obra referencial: estreou na Ópera de Frankfurt, a 8 de junho de 1937. O título advém de um manuscrito do século XIII, encontrado em 1803 na Abadia de Benediktbeuren, o Codex Latinus Monacensis, a maior coletânea de poemas profanos do período medieval que chegou ao presente.

Carl Orff escolheu 24 poemas do Codex Latinus Monacensis, em que o amor e a exuberância da vida estão à mercê do acaso .

A cantata é emoldurada por um símbolo da Antiguidade — a roda da fortuna, girando eternamente, alternando entre a boa e a má sorte. É uma parábola da vida humana exposta a constante mudança.

A composição de Orff rapidamente se tornou popular, “O Fortuna” (o movimento de abertura e de fecho) tem sido utilizado em vários filmes e eventos, tendo-se transformado na peça clássica mais ouvida desde que foi gravada.

Orff optou por compor uma música inteiramente nova, embora no manuscrito original existissem alguns traços musicais para alguns trechos. Do ponto de vista musical, a monumentalidade sonora encontra-se na utilização do coro e da orquestra como grandes blocos harmónicos. Orff dispensou a polifonia e os desenvolvimentos temáticos. Todas as canções têm um refrão simples e de perceção imediata. O colorido sonoro é conseguido através de uma amplitude dinâmica constante, pelo diálogo entre vozes masculinas e femininas, e por um ritmo quase dionisíaco.

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