Município

Casamentos de Santo António celebram Lisboa

12, Junho 2018
Nos Paços do Concelho foram celebrados os matrimónios civis, seguiram-se os religiosos na Sé. O copo-de-água foi na Estufa Fria, à noite, como sempre, os casais não faltaram às marchas.
  • Casamentos de Santo António celebram Lisboa
    Casamentos de Santo António celebram Lisboa

Santo António abençoou uma vez mais o amor no matrimónio de 16 casais. Nos Paços do Concelho foram cinco a dar o nó pelo civil, na Sé disseram sim 11 noivos, a boda foi na Estufa Fria e à noite todos passaram pelas marchas na Avenida. Também houve lugar à renovação de votos daqueles que há meio século foram abençoados pelo santo casamenteiro, mas comecemos pelo princípio...

Casamentos Civis- Paços do Concelho

Eram exatamente 11h45 – ou não fosse esta uma cerimónia ensaiada há meses – quando as cinco noivas, que optaram pela união civil, entraram no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Na sala cheia os noivos aguardavam num clima de ansiedade por um dia há muito aguardado.

Vem cá dizer-me que sim.
Ou vem dizer-me que não.
Porque sempre vens assim
P'ra ao pé do meu coração,

Com as “Quadras ao gosto popular” de Fernando Pessoa, que nasceu em Lisboa precisamente no dia 13 de Junho de 1888, dia de Santo António, a conservadora Ana Luísa Ferreira dava inicio à celebração dos casamentos civis.

Perante o olhar atento de Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, de vários membros do executivo municipal e dos convidados de cada um dos casais, a Telma e o João, a Carla e o Wilson, a Nádia e o Pedro, a Alexandra e o Edgar e a Madga e o Tiago manifestaram ser de sua livre vontade casarem, assumindo, de acordo com a lei portuguesa “um contrato estabelecido entre duas pessoas com vista a uma plena comunhão de vida ficando vinculados aos deveres de respeito, fidelidade, coabitação, cooperação e assistência".

“Magda, recebe esta aliança, como sinal do meu amor, dedicação e fidelidade. Que hoje seja o primeiro dia do resto da nossa vida.

“Tiago, estiveste ao meu lado nos momentos mais importantes da minha vida. É contigo que quero ser feliz. És tu que me fazes sorrir e quem eu amo."

E um a um os cincos casais formularam os votos que selaram o seu compromisso para vida.

No final também a conservadora expressou o seu desejo para os primeiros cinco casais de Santo António de 2018”  a felicidade pode ser o objetivo mais simples que devem pretender alcançar e não deixa de ser o mais importante, pelo que termino como comecei, com Fernando Pessoa, e mais precisamente com uma frase, não na primeira pessoa, mas sim na segunda pessoa e em forma de desejo para todos… Tenham em vós todos os sonhos do mundo!”

E da varanda dos Paços do Concelho, os noivos ao som da serenata da Tuna Académica da Faculdade de Direito de Lisboa,  vieram acenar aos muitos lisboetas que com eles quiseram partilhar este momento.

12 de junho de 1968

Enquanto, cá fora, os cinco casais posavam para a fotografia e faziam a festa, na Sala do Arquivo os nove casais de ouro, unidos em matrimónio no longínquo ano de 1968, eram recebidos pelo presidente da autarquia, num brinde ao meio século de uma vida em comum.

Fernando Medina agradeceu em nome da cidade e do país desejando as maiores felicidades para os próximos 50 anos.

Das mãos de Medina receberam um Santo António e um video do seu casamento.

Casamento na Sé de Lisboa

Brancas e radiantes entraram as noivas na Sé, ao lado dos seus noivos embevecidos pela tamanha beleza delas. Com todos os casais a postos, em semicírculo, perante o altar imponente, deu-se início à cerimónia, dirigida pelo cónego Luís Manuel Pereira da Silva, com leituras de passagens do Cânticos dos Cânticos, Epístola de S. Paulo aos Efésios, seguindo-se o Rito do Matrimónio, durante o qual os noivos, visivelmente emocionados, trocaram alianças com a promessa de fidelidade. A cerimónia foi acompanhadas por cânticos solenemente interpretados pelo Coro da Catedral de Lisboa e pelo organista António Duarte e os músicos Alzira Trindade, Andreia Rosa e Ana Almeida. “Acompanhai, Senhor, as novas famílias por vós instituídas. (...) Ide em Paz e que o senhor vos acompanhe”, concluiu a homilia, saindo os noivos da catedral de Lisboa, sob uma chuva de flores e de confettis. Estavam casados aos olhos celestes os noivos de S. António deste ano. 

Seguiu-se a tradicional visita ao largo de Santo António onde os noivos depositaram aos pés do santo, uma flor. 

Para Fernando Medina, os casamentos de S. António e as festas da cidade, assinalam um ciclo de renovação e de criação de novos laços "os laços que hoje estes casais celebram e a renovação que toda a cidade assiste, tornando-se numa cidade mais integrava e mais amiga de todos". 

A cidade agradece

Foi já na Praça do Município que os 16 casais se juntaram para uma foto no pelourinho, daí saíram em carros antigos para a boda na Estufa Fria. 

João Paulo Saraiva, vereador das Finanças e Recursos Humanos, fez as honras da casa com um emocionado discurso. “É fantástico ver a vossa felicidade espelhada no rosto, afirmou, confessando-se um entusiasta dos casamentos. “Não perco este momento por nada”, disse. 

“Ao longo do dia fui ouvindo a palavra obrigado mas é a cidade quem tem que vos agradecer porque vocês representam um grupo de pessoas que quer manter as tradições e dar o seu melhor à cidade”, afirmou ainda João Paulo Saraiva, que não esquece os Casais de Ouro, “uma inspiração para todos nós”. 

O brinde foi de vivas aos noivos e a Lisboa, no repasto os casais descansaram as fadigas e emoções do dia, que sé acabará na Avenida da Liberdade, mais à noite, porque a passagem pelas marchas é obrigatória. 

Array
Mais notícias sobre:
Município