Alcantara, Município

Celebrar Abril é projetar o futuro, diz Fernando Medina

25, Abril 2016
O futuro coletivo, a autonomia e uma resposta humanitária e solidária à atual crise dos refugiados são temas que para o presidente da Câmara Municipal de Lisboa são hoje centrais e convocam os valores do 25 de Abril. Celebrar a revolução é também projetar o futuro, afirmou Fernando Medina num jantar comemorativo em Alcântara.

Comemorar o 25 de Abril é celebrar “42 anos da vida democrática mas também, e sobretudo, um ato de futuro que projeta os valores da revolução de 1974”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa no jantar que na véspera das comemorações da efeméride reuniu oito centenas de pessoas no Pavilhão da Ajuda. Uma iniciativa promovida pela Junta de Freguesia de Alcântara e a Associação 25 de Abril, em que intervieram Fernando Medina, o presidente da Junta de Freguesia, Davide Amado, e o general Vasco Lourenço.

O presidente da Câmara de Lisboa, que terminou o jantar em palco com Davide Amado e Vasco Lourenço a cantar entusiasticamente a Grândola Vila Morena entoada pelo grupo coral e etnográfico AlCante, saudou a Associação 25 de Abril e os Capitães de Abril que deram corpo à revolução de 1974. “Só podemos dizer uma coisa: valeu a pena!” enfatizou. 

Mas comemorar o 25 de Abril é sobretudo um ato que deve projetar o futuro, diz o edil, para afirmar que “hoje a batalha da democracia joga-se no palco da integração europeia, do nosso futuro coletivo e da autonomia.” E quanto a isso “precisamos de fazer muito mais”, alerta. 

Tal como há 42 anos a batalha pela democracia e pela soberania mantém-se, frisa Fernando Medina. “Não debatemos a descolonização, é verdade, mas enfrentamos uma crise de refugiados que tem a ver com valores que queremos projetar para o futuro.” Essa é uma batalha que o presidente da Câmara de Lisboa considera fundamental e por isso verbera “uma Europa que está disposta a pagar para que aqueles que sofrem a guerra não venham para os nossos países.” Algo está errado, exclama. 

“Nasci em liberdade e isso só foi possível porque houve uma revolução, porque houve um Movimento das Forças Armadas.” Palavras de Davide Amado, jovem presidente da Junta de Freguesia que lembrou o esforço da autarquia  na preservação da memória coletiva da Revolução e dos valores do 25 de Abril.

Porque este ano se celebram os 40 anos da Constituição da República, a Junta tem patente na sua sede uma exposição temática e o jantar foi também motivo de celebração da Lei magna que, lembra, só foi possível com o carácter progressista de que se reveste porque o 25 de Abril aconteceu. 

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