Cultura e Lazer

CML lamenta o desaparecimento do arquiteto Raúl Hestnes Ferreira

13, Fevereiro 2018
A Câmara Municipal de Lisboa lamenta profundamente o desaparecimento de Raúl Hestnes Ferreira, e expressa à sua família e amigos as mais sentidas condolências.

Fotografia do Jornal Público

Raúl Hestnes Ferreira morreu em Lisboa, este domingo, 11 de fevereiro, aos 86 anos. Licenciou-se em Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, em 1961, a mesma escola onde viria a ser professor. Também deu aulas no ISCTE, na Cooperativa Árvore, no Porto, e na Universidade de Coimbra.

Foi bolseiro da Fundação Gulbenkian, nos Estados Unidos, e passou pelo Instituto de Tecnologia de Helsínquia, na Finlândia.

Multipremiado, recebeu em 1982 o Prémio Nacional de Arquitetura e Urbanismo da Associação Internacional de Críticos de Arte, o Prémio Nacional de Arquitetura da antiga associação de arquitectos, em 1993, e, em 2007, o titulo Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra. Foi distinguido com a Medalha de Mérito da Universidade de Lisboa, em 2011.

Entre o imenso contributo arquitetónico que deu a Lisboa, conta-se a Escola Secundária de Benfica (que recebeu o nome de seu pai, o escritor José Gomes Ferreira), a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa ou o ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, que lhe valeu o Prémio Valmor em 2002. Esteve também envolvido na remodelação e recuperação do Café Martinho da Arcada.

A Biblioteca de Marvila, inaugurada em 2016, é a sua obra mais recente. O espaço é constituído por dois edifícios, um deles  recuperado em torno de um lagar de azeite que existia na “Quinta das Fontes”, e que o arquiteto manteve, preservando a memória do local.

A Biblioteca de Marvila, que é a maior biblioteca municipal de Lisboa, inclui ainda uma sala dedicada à obra do pai de Raúl Hestnes Ferreira, onde se encontram objetos pessoais do escritor, como a secretária onde escrevia e a sua biblioteca particular. 

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