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Comemorações do 1º de Dezembro

01, Dezembro 2017
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    Comemorações do 1º de Dezembro

Decorreu no dia 1 de dezembro, na Praça dos Restauradores, a tradicional homenagem aos heróis da Restauração integrada nas comemorações do 1º de Dezembro, organizadas pela Câmara Municipal de Lisboa e pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

A cerimónia contou com a presença das mais altas individualidades do Estado e da sociedade civil, tais como: o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, o primeiro ministro, António Costa, o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, a procuradora geral da república, Joana Marques Vidal, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, acompanhado por elementos da vereação representando todas as forças partidárias, a presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Artur Pina Monteiro, as chefias dos três ramos das Forças Armadas, o comandante geral da Guarda Nacional Republicana, o diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, os diretores das instituições de ensino militares, deputados da Assembleia da República, o presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho, o presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, José Alarcão Troni, o coordenador do Movimento Primeiro de Dezembro, José Ribeiro e Castro, o chefe da Casa Real, Duarte Pio, e seu filho, o Príncipe da Beira, descendentes dos heróis da aclamação e da Guerra da Restauração, o presidente da Liga dos Combatentes e a embaixadora da Ucrânia, entre outras.

O momento solene iniciou-se com o hastear da Bandeira Nacional e da Bandeira da Restauração, ao som do Hino Nacional e do Hino da Restauração, respetivamente, executados pela Banda da Armada e entoados pelo Coro Juvenis da Casa Pia de Lisboa e por todos os presentes, incluindo os destacamentos de escolta militar e das forças de segurança em formatura, em representação dos diversos ramos e instituições de ensino.

O presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, José Alarcão Troni, iniciou o período das intervenções fazendo um historial dos factos mais significativos da Guerra da Restauração, sublinhando a importância da comemoração desta efeméride decisiva para a continuidade de Portugal como nação independente. Depois de elencar algumas das iniciativas promovidas para celebrar este dia, no país e no estrangeiro, o presidente da SHIP anunciou ir propor ao Município da capital a parceria com a Liga dos Combatentes na organização conjunta das comemorações em Lisboa. Encerrando a sua intervenção, Alarcão Troni apelou ao Estado e à autarquia lisboeta que apoiem a recuperação do histórico Palácio da Independência, que há décadas o mesmo Estado comprou à família Vaz de Almada mas onde nunca foram efetuadas obras de fundo para a sua conservação.

José Ribeiro e Castro, coordenador do Movimento 1º de Dezembro, anunciou a ser esta a sua última participação no evento dado a sua extinção, pois o Movimento foi criado há cinco anos (2012) para contestar a supressão do feriado deste dia e pugnar pela sua reposição, posto que tal foi alcançado e "cumprido e esgotado o objeto", com o "sentimento de missão cumprida", apenas lhe resta "agradecer a restauração do feriado a todos os órgãos de soberania e à Câmara Municipal de Lisboa o apoio nas comemorações populares", incluindo o desfile de bandas filarmónicas na Avenida da Liberdade que terá lugar esta tarde, e onde estarão representados 83 municípios de todo o país.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, considerou que "a melhor homenagem que podemos prestar aos heróis de 1640 será responder à pergunta: como podemos hoje defender e afirmar a nossa soberania?".  Para o edil lisboeta, esta soberania confronta-se com "duas exigências": "a participação ativa e informada na negociação sobre o futuro da Europa", defendendo a "reforma da arquitetura institucional da moeda única"; e "assumir com lucidez estratégica e empenhamento democrático a vontade de superar os bloqueios que travam nosso desenvolvimento", nomeadamente através da "redução das nossas dívidas externa e pública" para reforçar a nossa autonomia e soberania". "Sem recursos a vontade nacional é uma palavra vazia; mas sem vontade nacional os recursos perdem o seu sentido sentido patriótico e democrático", concluiu Fernando Medina - não sem que antes o autarca tenha anunciado que o processo de restauro do Palácio da Independência será iniciado em 2018, estando prevista a criação neste espaço de um Centro de Interpretação da Restauração.

O ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, encerrou o período de intervenções, manifestando a necessidade de reafirmar a nossa "independência política face aos processos de internacionalização e de globalização", mas alertando para o facto de, numa situação em que "não há ameaças à segurança e integridade territorial", não se pode descurar o papel das Forças Armadas para "garantir a defesa da soberania nacional".

A cerimónia prosseguiu com a tradicional deposição de coroas de flores por todas as instituições presentes na base do monumento obelisco aos heróis da Restauração, com destaque para as protagonizadas pelos presidentes da Câmara Municipal de Lisboa, Assembleia Municipal de Lisboa e SHI, pelo primeiro ministro e pelo Presidente da República. Terminaria, depois dos toques de silêncio e alvorada por dois ternos de clarins da Armada em memória dos mortos em combate, com o arrear da Bandeira Nacional e da Bandeira da Restauração.

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