Município, Santa Maria Maior

Comemorações do 1º de Dezembro

01, Dezembro 2018
  • 1º de Dezembro
    1º de Dezembro

A Praça dos Restauradores voltou a acolher a tradicional cerimónia comemorativa do 1º de Dezembro, em memória dos heróis da Restauração da Independência (1640) e da Guerra da Aclamação (1640-1668), numa organização conjunta da Câmara Municipal de Lisboa e da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

No final da cerimónia, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, depositou uma coroa de flores na base do obelisco dedicado aos Restauradores, no que foi precedido pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, pelo presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, José Alarcão Troni, pelo dirigente do Movimento 1º de Dezembro, José Ribeiro e Castro, pelo ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, pelo chefe do Estado Maior das Forças, António Silva Ribeiro, pelos chefes dos três ramos das Forças Armadas, e por representantes das diversas escolas militares e de segurança, juntas de freguesia, instituições cívicas e outras entidades.

Falando perante uma tribuna onde se distinguiam as principais entidades do país - marcaram presença o vice-presidente da Assembleia da República, José Manuel Pureza, e deputados das diversas forças políticas, a presidente da Assembleia Municipal, Helena Roseta, vereadores e presidentes de juntas de freguesia, a Procuradora Geral da República, Lucília Gago, e magistrados dos tribunais, embaixadores e Afonso de Bragança, em representação da antiga Casa Real - o presidente da SHIP, Alarcão Troni, manifestou a sua "angústia" pelo estado de degradação em que se encontra o Palácio da Independência e, simultaneamente, de "esperança" pela sua próxima reabilitação.

José Ribeiro e Castro, presidente do Movimento 1º de Dezembro, evocou diversas datas marcantes na afirmação da independência da nação portuguesa para reforçar a importância do movimento revolucionário de 1640, que acabou com a monarquia dual de Portugal e Espanha, repondo a soberania plena do país: "custa mais reconquistar a liberdade do que obtê-la primeiro", e isso "devemos ao 1º de Dezembro". Recorrendo também a exemplos da história pátria, o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, sublinhou a necessidade de "reinvenção da nação portuguesa (...) reinventando o futuro com o conhecimento do passado".

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, anunciou que "estão concluídos os estudos prévios e 2019 será o ano do lançamento do concurso" para as obras de reabilitação do Palácio da Independência, conforme compromisso assumido há um anos, para que aquele "possa ser um local vivo e aberto do conhecimento da nossa história". O autarca considerou que comemorar (no sentido de lembrar coletivamente) o 1º de Dezembro é um momento para a "reafirmação da nossa identidade num tempo de incerteza".

Leia aqui o discurso integral de Fernando Medina

A cerimónia terminou com o recolher solene da Bandeira Nacional e do Estandarte da Restauração, sob os toques de silêncio, homenagem aos mortos e alvorada, e com a entoação do Hino Nacional, executado pela Banda do Exército e cantado pelos alunos da Casa Pia de Lisboa.

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