Intervenção social, Município

Comunidade de bairro no Fórum da Cidadania 2018

30, Novembro 2018
Ouvir os cidadãos e conhecer o trabalho que desenvolvem nos seus bairros, nas suas comunidades e as suas expectativas, foi tema central do “Fórum da Cidadania 2018”, que teve lugar na Casa dos Direitos Sociais, no bairro da Flamenga.

A abrir o “Fórum da Cidadania 2018”, uma iniciativa dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa que pretende dar a conhecer projetos, recursos e intervenções comunitárias e auto-organizativas de base local e solidária, esteve a Orquestra Geração que encantou todos os participantes.

Criado em 2007 com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, a orquestra é mais um dos projetos de sucesso para combater o insucesso e abandono escolar de crianças e jovens do 1.º ao 9.º ano de escolaridade, através do ensino da música. Um modelo inspirado no Sistema Nacional de Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela (El Sístema).

Um recurso improvável na comunidade

A cidade de Lisboa não é só composta de respostas por parte de organismos e instituições com competências formais e legais. É também uma cidade feita de pessoas e coletivos, com redes sociais de intervenção local e comunitária, que se organizam e atuam para enfrentar os problemas do seu quotidiano, propondo alternativas aos modelos típicos de resposta social. Isso ficou demonstrado através dos três painéis do fórum, que provocaram acesos debates. 

Cada um de nós pode ser um recurso improvável na comunidade. São as “improváveis” pessoas comuns, que não pertencem a organizações, mas que desenvolvem papéis importantes junto das comunidades e que fazem a vida na cidade.

O vereador da Educação e dos Direitos Sociais, Manuel Grilo, presente nesta iniciativa, congratulou-se com o trabalho que todas estas pessoas desenvolvem a nível local e solidário na cidade.

“São momentos de partilha como este que nos guiam no trilho a seguir”, dsse, para sublinhar que o debate permitiu assegurar que “estamos no caminho certo, porque quando as pessoas prescindem do seu tempo para colmatar os vazios dos seus bairros, quando se juntam e propõem soluções de políticas públicas, quando recusam, por exemplo, a crueldade do despejo, conseguimos desbloquear vontades e fazer avançar a história.”

“É para estas soluções, para as estratégias municipais que orientam a ação da autarquia, no caminho certo, que queremos contar com a vossa contribuição”, afirmou agradecido o autarca.

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