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Comunidade Islâmica de Lisboa encerra comemorações do cinquentenário

26, Outubro 2018
  • Comemorações do cinquentenário da Comunidade Islâmica de Lisboa
    Comemorações do cinquentenário da Comunidade Islâmica de Lisboa

Decorreu, no dia 26 de outubro, na Mesquita Central de Lisboa, a sessão de encerramento das comemorações dos 50 anos da fundação da Comunidade Islâmica de Lisboa (1968-2018), com a presença do Sheikh Saleh Bin Abdullah Himeid, Imam da Mesquita Sagrada de Al Haram (Meca). O primeiro-ministro, António Costa, foi um dos convidados, assim como Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal, e André Couto, presidente da junta de freguesia de Avenidas Novas, entre outras individualidades.

Depois do descerramento de uma placa alusiva ao encerramento das comemorações, o presidente da Comunidade Islâmica, Abdool Magid Vakil, agradeceu ao presidente da Câmara de Lisboa todo o apoio que a CML que tem vindo a dar à comunidade.

Na sua intervenção, Fernando Medina deixou uma palavra de reconhecimento aos contributos da comunidade islâmica para a cidade ao longo destes 50 anos: "ao percorrermos este caminho vemos como a história da comunidade se cruza com a história de Lisboa, em que a laicidade do Estado não é interpretada como afastada da vida religiosa e cultural nas suas diversas manifestações, mas que as incorpora e valoriza sem discriminar nenhuma; respeita e valoriza a diversidade". O autarca reafirmou ainda o compromisso da cidade de Lisboa na continuação deste caminho. “Lisboa orgulha-se de ser uma cidade aberta, tolerante, cosmopolita, ecuménica”, disse o autarca, frisando que a preservação e defesa destes valores tem que ser mais ativa, com a convicção de que será a partir das cidades que se fará a grande resistência contra os movimentos de intolerância. "Na cidade não pode haver minorias, há uma comunidade, cada vez mais cidadãos e numa cidade somos todos vizinhos. É nas cidades e em Lisboa que ergueremos sempre uma voz muito clara contra a intolerância, o racismo, a xenofobia, contra todos os tipos de exclusão".

Por seu lado, António Costa referiu que é importante refletir sobre o trajeto percorrido ao longo de décadas, com o aumento da comunidade islâmica, “uma parte de nós que nos enriquece pela diferença, tolerância e diálogo inter-religioso". "Temos de respeitar a diferença, garantir os valores da paz, solidariedade e tolerância, Portugal tem que procurar ser um exemplo na Europa. “O futuro que queremos é este, agradeço a toda a comunidade o que fazem todos os dias", concluiu.


A Comunidade Islâmica de Lisboa
Foi constituída em 1968 por um grupo de jovens estudantes muçulmanos, oriundos das ex-colónias, que na altura se encontravam a estudar na capital portuguesa e sentiram necessidade de formar uma associação onde pudessem reunir-se e fazer as suas orações.

Em setembro de 1977, foi cedido pelo então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Aquilino Ribeiro Machado, um terreno na avenida José Malhoa, a casa atual da comunidade.  A Mesquita Central de Lisboa é um projeto dos arquitetos António Braga e João Paulo Conceição.

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