Mobilidade, Município, São Domingos de Benfica

Concurso para estações da Estrela e Santos e prolongamento do Metropolitano de Lisboa lançado hoje

09, Janeiro 2019
O concurso para a construção das novas estações do Metropolitano de Lisboa, Estrela e Santos, e consequente prolongamento das linhas Amarela e Verde, foi lançado hoje, num investimento de 210 milhões de euros.
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    Concurso para estações da Estrela e Santos e prolongamento do Metropolitano de Lisboa lançado hoje

O Ministério do Ambiente e da Transição Energética, que tutela os transportes urbanos, prevê que as obras de expansão do metro de Lisboa tenham início durante o ano de 2019 e “deverá estar concluída no final de 2022 início de 2023, estimando trazer mais 15 milhões de passageiros em 2023”, explicou o ministro Matos Fernandes.

O investimento previsto para esta fase de expansão do Metropolitano de Lisboa é de 210 milhões de euros, cofinanciado em 127 milhões pelo Fundo Ambiental e em 83 milhões pelo Fundo de Coesão, através do POSEUR - Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

João Pedro Matos Fernandes garantiu que a expansão do Metro, com a criação da linha circular e das estações de Santos e Estrela, vai permitir aumentar o número de passageiros e reduzir o tempo de espera entre as composições.

“É um dia de enorme alegria assistir a um lançamento da expansão do metro no município de Lisboa”, afirmou Fernando Medina, no auditório da estação do metro do Alto dos Moinhos, onde decorria a cerimónia. “Há 15 anos que não havia uma decisão de expansão do metro na cidade de Lisboa e a opção pela realização de uma linha circular do metro, vem estabilizar o mais poderoso instrumento de mobilidade pesada do município de Lisboa, a partir do qual tudo será possível organizar com a perspetiva de um novo olhar o transporte público. Hoje o metro está melhor, serve melhor a cidade de Lisboa” salientou o presidente da autarquia.

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou hoje estar a testemunhar “um grande investimento na mobilidade urbana” com o lançamento do concurso para o prolongamento das linhas Verde e Amarela do metropolitano de Lisboa, considerando-a importante para a coesão territorial. António Costa, acompanhado pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética e pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, deslocou-se no Metropolitano de Lisboa entre a Baixa-Chiado e o Alto dos Moinhos, no âmbito do lançamento das novas estações.

De acordo com o plano de expansão da rede do metro, a empresa prevê o prolongamento do Rato (da linha Amarela) ao Cais do Sodré (da linha Verde) com as duas novas estações Estrela e Santos. 

A estação da Estrela servirá uma parte da cidade “primordialmente residencial e que possui uma concentração elevada de serviços de autocarro”, estando prevista a sua localização ao cimo da Calçada da Estrela, na extremidade Sul do Jardim da Estrela.

Já a estação de Santos servirá, além das áreas residenciais, equipamentos como a Assembleia da República, o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) ou o Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing (IADE), bem como áreas nas quais se concentram atividades de lazer e de diversão noturna. A estação do Cais do Sodré vai ser igualmente remodelada e haverá também intervenções nos viadutos do Campo Grande para ligar as linhas Verde e Amarela.

O investimento contempla, ainda, intervenções nos viadutos de Campo Grande, ligando as atuais linhas Verde e Amarela entre Alvalade, Campo Grande e Cidade Universitária, permitindo a operação em linha circular Cais do Sodré - Campo Grande - Cais do Sodré (nova Linha Verde) e fazendo a ligação Telheiras - Campo Grande - Odivelas (nova Linha Amarela).

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