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Cultura celebra Direitos Humanos em Lisboa

10, Dezembro 2018
O Dia Internacional dos Direitos Humanos e o 70º aniversário da sua Declaração Universal foram hoje assinalados em Lisboa, com diversas iniciativas culturais.
  • Mural de Petr Sís nas Amoreiras evoca o livro "A Conferência dos Pássaros"
    Mural de Petr Sís nas Amoreiras evoca o livro "A Conferência dos Pássaros"
  • Mural de Petr Sís nas Amoreiras evoca o livro "A Conferência dos Pássaros"
    Mural de Petr Sís nas Amoreiras evoca o livro "A Conferência dos Pássaros"
  • Homenagam a Hannah Arendt na Rua da Sociedade Farmacêutica
    Homenagam a Hannah Arendt na Rua da Sociedade Farmacêutica
  • Homenagam a Hannah Arendt na Rua da Sociedade Farmacêutica
    Homenagam a Hannah Arendt na Rua da Sociedade Farmacêutica

Trinta pássaros, tanto quantos os artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Estão, a partir de hoje, retratados num mural de azulejos na Rua Carlos Alberto Mota Pinto, nas Amoreiras, no âmbito do projeto Art for Amnesty, da Amnistia Internacional.

O mural, da autoria do checo Petr Sís, evoca o livro “A Conferência dos Pássaros”, escrito entre os séculos XII e XII na antiga Pérsia – atual Irão. Petr Sís ilustrou dezenas de livros infantis, e recebeu por oito vezes o galardão para o melhor livro ilustrado do ano, atribuído pelo New York Times. Em 2012, recebeu o Prémio Hans Christian Andersen, por muitos considerado o Nobel da literatura infantil.

Hannah Arendt - "Excluída e perseguida"

"A comunidade dos povos da Europa estilhaçou-se no momento em que permitiu que os seus membros mais vulneráveis fossem excluídos e perseguidos". A frase, de Hannah Arendt, assinala o cruzamento das ruas Sociedade Farmacêutica e Conde de Redondo, no centro da cidade. Entre janeiro e maio de 1941, a filósofa alemã e judia viveu na capital – no número 6 da rua da Sociedade Farmacêutica –, em fuga ao regime nazi.

A homenagem de hoje, proposta pelo LIVRE e aprovada pela Assembleia Municipal de Lisboa, pretende lembrar “as vidas dos refugiados e apátridas que nos precederam”, para que “erros passados não se repitam”. Já nos Estados Unidos, onde faleceu, Hannah Arendt apelou ao diálogo entre judeus e árabes.

Estes são sinais do que Lisboa quer para o mundo, sublinhou a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto. Manter na cidade a “luta para defender os Direitos Humanos”.

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