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Design em exposição no Cais do Sodré e no MUDE

30, Janeiro 2015

"Montra da produção nacional" - foi esta a expressão usada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, para classificar as duas exposições de design inauguradas no dia 29 de janeiro, no Cais do Sodré e no MUDE - Museu do Design e da Moda. O autarca, acompanhado pelo seu homólogo do município de Paredes, Celso Ferreira, referia-se à presença da componente empresarial da indústria do móvel de Paredes nestas duas exposições.

Os objetivos propostos para as duas exposições são fazer de Lisboa uma montra da excelência dos diferentes sectores de produção nacional, melhorar o espaço público através de novas propostas de mobiliário urbano desenhado por criadores nacionais e dar a conhecer a indústria de Paredes.

A exposição "Desfrutar o Tejo", patente junto aos jardins móveis no Cais do Sodré, resulta do desafio lançado a cinco equipas de arquitetos e designers nacionais para proporem novas peças de mobiliário urbano para os projetos de remodelação do espaço público do Cais do Sodré e do Largo do Corpo Santo, de autoria do arquiteto Luís Jorge Bruno Soares, que promovam uma nova relação com o rio e novos hábitos de encontro. As três propostas vencedoras do concurso foram prototipadas por empresas da indústria de mobiliário de Paredes e o material produzido encontra-se agora patente nesta exposição comissariada por Vasco Branco, da Universidade de Aveiro, numa parceria entre as Câmaras Municipais de Lisboa, através do MUDE / Coleção Francisco Capelo, e de Paredes, e que se integra no evento internacional Art on Chairs, promovido por este último município. 

As equipas inspiraram-se em elementos distintivos da cidade de Lisboa, como bancos de ripas de madeira, elétricos ou calçada portuguesa para proporem as peças que irão integrar o espaço público requalificado daquelas duas praças. O projeto vencedor, da autoria de Isabel Barbas e João Matos Alves, propõe para o Cais do Sodré bancos do género "chaise longue", em ripas de madeira, que, nas palavras dos criativos, evoca no desenho do seu perfil o vôo de uma gaivota. Para o Largo do Corpo Santo são propostos bancos em cepos de madeira maciça (que, estando assentes em carris, podem ser deslocados e agrupados em função da convivialidade), evocando o labor das Tercenas que, na época dos Descobrimentos, animou esta zona da cidade.

A exposição "Como se pronuncia design em português?" revela um olhar sobre o design de produto desenhado e produzido por autores nacionais durante os últimos sessenta anos, com maior incidência para o período compreendido entre 1980 e 2014. São mais de 150 peças de 76 autores de diferentes gerações, percursos e formações, produzidas entre Lisboa e Paredes.

No ato inaugural, no MUDE, que atraiu numeroso público, estiveram presentes, para além dos presidentes e vereadores das duas Câmaras e presidentes das Juntas de Freguesia de Santa Maria Maior (Lisboa) e Paredes, as equipas que conceberam e montaram as exposições, designers, empresários da indústria do móvel de Paredes e patrocinadores. Depois de uma apresentação destes trabalhos pela diretora do MUDE, Bárbara Coutinho, o presidente da autarquia lisboeta, António Costa, sublinhou o percurso do Museu, que começou com a coleção Francisco Capelo, foi crescendo com a integração de outras coleções, passou a expor o trabalho criativo de designers nacionais e estrangeiros e, agora, é também "uma montra da economia portuguesa". Por seu lado, o edil de Paredes, Celso Ferreira, agradeceu esta parceria com a autarquia lisboeta, dada a importância cultural, económica, cultural e turística de Lisboa para a visibilidade da produção nacional, função que neste ato "cumpriu ser capital".

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