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Duarte Cordeiro: ser cidade inteligente é melhorar a vida das pessoas

13, Abril 2018
Contentores de lixo com sensores e o sistema de bicicletas partilhadas Gira são dois exemplos que a Câmara Municipal de Lisboa apresentou no Portugal Smart Cities Summit.

Contentores de resíduos com sensores e bicicletas partilhadas são apenas dois exemplos de serviços disponibilizados pela Câmara Municipal de Lisboa que aproveitam a tecnologia para facilitar a vida das pessoas e estiveram expostos no stand da autarquia no Centro de Congressos, durante o Portugal Smart Cities Summit. Durte Cordeiro, vice-presidente da câmara e responsável pelos pelouros da Economia e Inovação, Serviços Urbanos e Desporto, faz um balanço positivo do certame e afirma que Lisboa está no bom caminho.

O objetivo passou também por discutir com outras cidades do país o que tem sido aplicado ao nível da tecnologia e da inovação “para melhorar os serviços e a vida das pessoas, explica Duarte Cordeiro, que enfatiza o fator eficiência e acrescenta a necessidade de se equacionar a gestão dos dados, a sua partilha e o impacto nos cidadãos.

A informatização gera informação, que é útil para a investigação ou para os negócios mas carece de cuidados na salvaguarda do que à vida das pessoas concerne. Esse foi um tema também em discussão nos vários painéis realizados ao longo dos três dias. 

No bom caminho

Lisboa apresentou alguns dos seus projetos, incluindo o Sharing Cities, que junta a capital portuguesa com as cidades de Londres e Milão. O vice-presidente sublinha que “Lisboa demonstra que tem soluções e está a preparar-se para o futuro. Não se pode afirmar linearmente que uma cidade é inteligente, “por inteligência entende-se melhorar a vida das pessoas e procurar utilizar a informação para melhorar os serviços e a eficiência”, frisa. 

A cidade está “a fazer melhor que algumas cidades em alguns aspetos” mas noutros ainda necessita de evoluir, clarifica, para vincar que é da partilha de conhecimento e da discussão que a evolução pode ser feita, “essa é a grande vantagem de um evento desta natureza.”

Soluções práticas

A utilização de dispositivos móveis para gerir o acesso ao sistema de bicicletas partilhadas Gira é um dos exemplos que o vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa apresentou no debate.

Já noutra área o foco vai para a alteração profunda que a Câmara de Lisboa está a promover nos equipamentos de deposição de lixos espalhados pela cidade (recolha seletiva e indiferenciados), que passarão a estar equipados com um sensor que permite aos serviços identificar quando estão cheios. A vantagem é, para já, para os serviços, pois permite gerir os meios de recolha de acordo com a o volume de lixo depositado em cada equipamento, mas no futuro prevê-se a instalação de uma aplicação que permitirá ao municipe identificar os que existem na sua área e a capacidade que ainda têm de armazenamento. Para já estão instalados para cima de 1 100, entre vidrões e contentores enterrados, nesta primeira fase serão 1 650 mas de futuro mais virão.      

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