Urbanismo

Entrecampos vai ser alvo de mega operação urbanística

16, Maio 2018
A área dos terrenos da antiga Feira Popular de Lisboa, e sua envolvente, vai ser alvo de uma das maiores operações urbanísticas das últimas décadas em Lisboa. A medida faz parte da Operação Integrada de Entrecampos, apresentada hoje, no local, pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
  • Apresentação da Operação Integrada de Entrecampos
    Apresentação da Operação Integrada de Entrecampos
  • Apresentação da Operação Integrada de Entrecampos
    Apresentação da Operação Integrada de Entrecampos
  • Apresentação da Operação Integrada de Entrecampos
    Apresentação da Operação Integrada de Entrecampos
  • Operação Urbanística de Entrecampos
    Operação Urbanística de Entrecampos
  • Operação Urbanística de Entrecampos
    Operação Urbanística de Entrecampos
  • Operação Urbanística de Entrecampos
    Operação Urbanística de Entrecampos

“Uma das maiores operações urbanísticas que Lisboa conheceu nas últimas décadas”, desde a Expo 98. O nosso objetivo, explicou Medina, é resolver vários problemas urbanos que a zona central de Entrecampos tem, ao mesmo tempo que serão disponibilizadas cerca de 700 casas de renda acessível para as classes médias, além do aumento da oferta de escritórios, mais espaço público de qualidade e mais espaços verdes, e mais equipamentos sociais.

A intervenção, numa área de cerca de 25 hectares, vai transformar as “dificuldades de hoje” numa “oportunidade para a cidade resolver os seus problemas”, disse o autarca. Nos próximos quatro anos, adiantou, a câmara tem o objetivo de colocar no mercado mais 6 mil habitações.

Operação Integrada de Entrecampos

A operação não se limita aos terrenos antiga Feira Popular de Lisboa, e vai abranger uma vasta área envolvente. O que iremos fazer, explicou Medina, é a conversão de algum do espaço dos escritórios aqui previstos, para espaços de habitação a renda acessível, com contratos de arrendamento de “muito longo prazo”.

O projeto, que ainda terá de ser aprovado em reunião de câmara, entrará depois num período de discussão pública. Até ao verão, adiantou, temos a intenção de aprovar formalmente esta operação integrada, na assembleia municipal.

A primeira parte a estar finalizada, revelou, será a conversão dos prédios da segurança social ao longo da avenida da República, atualmente afetos a escritórios, e que a câmara vai adquirir, reabilitar e colocar no mercado da habitação, ao longo do ano de 2019.

O investimento total – de cerca de 800 M€, dos quais cerca de 100 serão da responsabilidade direta do município – prevê a construção de 279 fogos em regime de venda livre, 700 fogos de habitação a renda acessível, um centro de serviços, ampla área de comércio, privilegiando as lojas de rua, e uma extensa área de espaços verdes. A nível de apoio social, estão previstas 3 creches e 1 jardim de infância, uma unidade de cuidados continuados, centro de dia e lar.
Será ainda, de acordo com o projeto, preservada a memória do Teatro Vasco Santana e construída uma galeria de arte.

Terrenos da Antiga Feira Popular

O “coração desta operação”, considerou o autarca durante a visita ao espaço, acompanhado pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, O espaço, maioritariamente destinado a escritórios, poderá criar cerca de 15 mil novos empregos, estimou o presidente da câmara.

Aqui nascerá também um espaço público de qualidade, unindo a avenida da República e a avenida 5 de Outubro. Cerca de um terço dos terrenos será transformado num jardim, criando uma continuidade face ao jardim do Campo Grande.

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