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Esclarecimento: Gestão de combustíveis no Parque Florestal de Monsanto

24, Abril 2018

No seguimento de uma notícia “Lisboa: um "barril de pólvora" em Monsanto?” emitida pela TSF hoje mesmo dia 24 de Abril de 2018, a Câmara Municipal de Lisboa esclarece o seguinte:

1.O  Parque Florestal de Monsanto é “Mata-Modelo” do PROF-AML, dispõe de um Plano de Gestão Florestal, elaborado em 2010 e aprovado pela Autoridade Florestal Nacional em 2011, é o único parque florestal peri-urbano da Europa certificado pela “FSC - Forest Stewardship Council” e tem o seu Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) aprovado para o quinquénio 2014-2018 pelo Instituto de Conservação da Natureza. Todos estes documentos estão disponíveis para consulta na internet.

2.No âmbito do Plano de Gestão Florestal (PGF) em vigor, existe uma calendarização das ações de gestão, garantindo o compromisso com uma gestão florestal sustentável, que garanta a qualidade da mata para usos múltiplos em articulação com a promoção da conservação da natureza e da biodiversidade. Entre outros aspectos destaca a importância da pluriestratificação florestal para enriquecimento paisagístico e para habitat das muitas espécies animais em presença, opta por um modelo de gestão florestal de povoamentos mistos próximos dos habitats naturais na região melhor adaptados aos fogos mediterrânicos, promovendo ainda uma condução por cortes jardinados;

3.Na passada reunião pública de câmara do dia 28 de Março de 2018, o Vereador José Sá Fernandes apresentou o ponto de situação das ações de gestão no Parque Florestal de Monsanto, informação essa que foi divulgada com cartografia detalhada e que foi difundida através dos meios habituais de transmissão e que se encontra disponível como anexo a este documento. Nas informações prestadas, o Vereador deixou claro que os trabalhos decorrem a bom ritmo e dentro da calendarização prevista.

4.Para além de toda a gestão de combustível que é executada, no âmbito de PMDFCI foi desenvolvido o  Plano de Emergência do Parque Florestal de Monsanto (PEPFM) que promove também a prevenção e os meios de combate e que objectivamente assinala a existência de uma rede viária com uma quadrícula de muito reduzida dimensão, a existência de um modelo de fiscalização e alerta extremamente eficaz assente em câmaras de vídeo-vigilância monitorizadas numa sala de controlo (SALOC), a existência de um quartel do Regimento de Sapadores Bombeiros Municipais, equipado para combate a fogos florestais no interior do Parque e num corpo de cerca de 30 Guardas Florestais e Polícias Municipais em rondas permanentes e a existência de um sistema de comunicações assente em rádios, telemóveis e outros, tornando os meios extremamente eficazes em caso de qualquer ignição:

Considera-se que estão em curso todas as acções consideradas necessárias para a boa gestão do Parque Florestal de Monsanto, que se encontra munido de técnicos capacitados para a execução das tarefas e dos meios financeiros que as permitem levar a cabo. 

Pena é que depois da própria Câmara ter, antecipada e publicamente, identificado quais as poucas parcelas que ainda precisavam de uma melhor intervenção, nomeadamente a nível de desbaste e de controle de material combustível e ter mostrado a programação dos trabalhos (até final de maio), conforme os planos de gestão atrás referidos, seja confrontada, como se alguém tivesse “descoberto a pólvora”, exactamente com essas mesmas parcelas e antes da actuação prevista. 

Em suma, a honestidade intelectual revela-se nestes comportamentos.

Anexo: cartografia