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Estão abertas as portas da Web Summit 2018

05, Novembro 2018
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    Estão abertas as portas da Web Summit 2018

A Web Summit está de regresso a Lisboa onde ficará por mais 10 anos.
Para 2018, a organização já prometeu “a maior e a melhor” edição de sempre, com novidades e mais de 70 mil participantes.
Coube a Fernando Medina e a António Costa a abertura oficial desta 3ª edição que decorre até à próxima quinta-feira, dia 8 de novembro.

Durante os quatro dias que decorre a cimeira tecnológica, já esgotada., os números voltam a impressionar: mais de 70 mil participantes, oriundos de 170 países, 20.000 empresas e mais de 1.000 'startups', 1.000 investidores e cerca de mil oradores e mais de 2.500 jornalistas internacionais.

O Altice Arena, completamente lotado, ouviu o presidente da Câmara Municipal de Lisboa reafirmar a importância de Lisboa acolher a Web Summit: " queremos fazer de Lisboa não só a capital da cimeira mas acima de tudo queremos ser a capital da tolerância e do diálogo". O autarca dirigiu-se à enorme audiência desvendando o sucesso deste grande evento decorrer na capital portuguesa durante os próximos dez anos: "somos uma cidade aberta e acolhedora".

E se na edição de 2017, Fernando Medina ofereceu a Paddy Cosgrave um astrolábio que "significava a renovação a aventura iniciada há 500 anos pelos navegadores portugueses” na edição de 208, desta vez o autarca voltou a ter outro presente reservado: uma imagem de Fernão de Magalhães, o descobridor português que "nos mostrou o mundo".

Fundada em 2010 por Paddy Cosgrave e os cofundadores Daire Hickey e David Kelly, a Web Summit é um dos maiores eventos de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo e chegou a Lisboa em 2016. No início de outubro deste ano, foi anunciado que o evento continuará a ser realizado na capital portuguesa até 2028.

Nos primeiros momentos da abertura oficial, Cosgrave deu as boas-vindas a Lisboa, "um local pelo qual nos apaixonámos e que será a nossa casa durante os próximo dez anos". Para aqueles que vieram pela primeira vez a Lisboa, deixou uma certeza: "garanto-vos não será a última vez".

Pelo palco principal passaram Tim Berners-Lee, o físico britânico que, em 1989, inventou a rede mundial de acesso à internet (world wide web - www), a vice-presidente da Apple, Lisa Jackson, responsável pelas áreas social e ambiental, e o cineasta norte-americano Darren Aronofsky.

O último orador desta sessão de abertura foi António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, que deixou uma nota de otimismo no papel futuro das tecnologias da comunicação, embora alertando para a necessidade de atender ao risco de exclusão social de quantos não podem acompanhar esta evolução, pois "se milhões de empregos tecnológicos serão criados, outros tantos milhões de empregos tradicionais serão destruídos".

Antes do festivo momento de fecho do dia inaugural, o primeiro ministro António Costa, acompanhado pelo edil lisboeta, Fernando Medina, subiu ao palco para dar as boas vindas aos participantes, a quem garantiu que Lisboa e Portugal desfrutam hoje de um ambiente empreendedor, tecnológico e social capaz de acolher todos quantos aqui queiram vir "viver, estudar, trabalhar ou investir".
  

As principais novidades de 2018

A terceira edição terá “três novos palcos”: o “DeepTech”, no qual estará em foco o impacto de tecnologias como a computação e a nanotecnologia na indústria e na vida quotidiana; o “UnBoxed”, onde críticos de tecnologia irão analisar produtos eletrónicos; e ainda a “CryptoConf”, que debaterá assuntos como as moedas digitais

Ao todo, serão 25 diferentes conferências dentro de uma só cimeira para discutir realidades relacionadas com a tecnologia, em áreas como o ambiente, o desporto, a moda e a política.

Venture Summit

Numa espécie de pré-arranque da cimeira tecnológica, a manhã foi marcada pela abertura do Venture Summit, um encontro que junta no Convento do Beato investidores dos quatro cantos do mundo, o primeiro Ministro António Costa anunciou mais 100 milhões de euros para apoiar projetos de inovação tecnológica e o arranque do “Tech Visa”, instrumento que se destina a atrair quadros qualificados para o país. 

Na sessão, que contou com Fernando Medina e Paddy Cosgrave, António Costa explicou que 50 milhões de euros são provenientes do IAPMEI e os restantes vêm do Fundo Europeu de Investimento, um programa da União Europeia que integra o chamado Plano Juncker. 

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