Exposição recorda Álvaro Cunhal

Maio 28, 2013
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A exposição "Álvaro Cunhal - Vida, Pensamento e Luta", patente na Sala do Risco do Pátio da Galé (Terreiro do Paço, com entrada pela Rua do Arsenal) está já na sua última semana em Lisboa, posto que o último dia de abertura ao público está agendado para o próximo domingo, dia 2 de junho, antes de rumar para o Porto. A iniciativa comemora o centenário do nascimento (1913) do mais destacado dirigente comunista português.

Esta grande mostra revela as diversas facetas de uma das mais relevantes personalidades da política portuguesa do século XX: o homem, o escritor, o artista, o combatente antifascista e, sobretudo, o dirigente do Partido Comunista Português, com cuja história a sua vida se confunde. Álvaro Cunhal foi secretário-geral do PCP entre 1961 e 1992, ano em que foi substituído por Carlos Carvalhas.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, visitou demoradamente esta exposição no dia 28 de maio, acompanhado pelos dirigentes comunistas Domingos Abrantes, Rúben de Carvalho (que também é vereador na Câmara), José Capucho, Jorge Cordeiro e Alexandre Araújo.

A exposição apresenta diversa documentação inédita, incluindo desenhos e manuscritos de Álvaro Cunhal (desde textos políticos a prosa literária que assinava com o pseudónimo Manuel Tiago). Objectos ligados à vida clandestina da organização comunista (nomeadamente, os utilizados em tipografia), vídeos, material de propaganda e informação e uma extensa iconografia fazem desta iniciativa uma importante mostra da história recente de Portugal.

Estão particularmente documentadas as diversas fases da vida e actividade do dirigente comunista, nomeadamente: o início dos anos 30, quando Álvaro Cunhal ainda pode legalmente conviver com intelectuais ligados ao neo-realismo emergente, o final dos anos 30, marcado pela Guerra Civil espanhola e o agudizar da repressão interna, o início dos anos 40, com a reorganização do PCP, o pós-guerra, com as experiências do frentismo de unidade democrática, a década de 50, no PCP integralmente marcada pela prisão de Cunhal, a fuga do Forte de Peniche em 1960, as diversas frentes de actividade antifascista da década de 60, incluindo a contestação estudantil, as várias iniciativas da oposição democrática, os movimentos sindicais e grevistas e a contestação à guerra colonial, o movimento libertador de 25 de abril de 1974 e o período revolucionário consequente, e, finalmente, o período de "normalidade democrática" vigente desde então e cujas dominantes políticas, sociais e económicas têm sido fortemente contestadas pelos comunistas. Álvaro Cunhal faleceu em 2005.



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