Cultura e Lazer, Municipio

Exposição “Ventura Terra, Arquiteto. Do util e do bello”

13, Julho 2017
Uma mostra que traz à luz uma das figuras mais marcantes do início do século XX e está patente até 21 de outubro no Torreão Poente do Terreiro do Paço.

Foi inaugurada em 13 de julho, no Torreão Poente da Praça do Comércio, a exposição “Ventura Terra, arquiteto. Do util e do bello”, pela veradora da Cultura, Catarina Vaz Pinto. Uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa inserida na celebração dos 150 anos do nascimento de Ventura Terra, que assenta num vasto trabalho de investigação e de documentação e terminará em Outubro, com a apresentação do documentário “Ventura Terra, Projectar a modernidade”.

Na abertura, em que marcaram presença, entre outras personalidades, o Bastonário da Ordem dos Arquitetos, José Manuel Pedreirinho, o vereador João Afonso, arquiteto e responsável pelo pelouro dos Direitos Sociais, e o presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Miguel Coelho, Catarina Vaz Pinto considerou tratar-se de “uma belíssima homenagem a um dos arquitetos mais importantes da cidade de Lisboa”. 

A vereadora salientou a “vasta obra, física e conceptual” de Ventura Terra, “um grande homem da arquitetura”. A mostra corresponde também, continua Catarina Vaz Pinto, “ao que pensamos ser a nossa missão: trabalhar os nossos acervos”, para explicar depois que o material exposto provém do Arquivo Municipal, do Gabinete de Estudos Olisiponenses, da Hemeroteca Municipal e do Instituto Superior Técnico. 

 “Ventura Terra, arquiteto. Do util e do bello” é uma exposição que traz à luz uma das figuras mais marcantes do início do século XX. Natural do Minho, Ventura Terra chega a Lisboa ‘via Paris’ onde estuda e onde também deixa memória do seu génio. A relação com Lisboa é profunda e presente, seja nos belíssimos edifícios que nos deixou, seja na sua ação visionária enquanto vereador da CML (1908-1913), ou como membro do Conselho dos Monumentos Nacionais sendo dele a proposta de transformar a Igreja de Santa Engrácia em Panteão.

São dele, em Lisboa, cinco edifícios com Prémio Valmor  (1903 – Prédio Miguel Ventura Terra; 1906 – Casa da Viscondessa de Valmor; 1909 – Palacete Mendonça; 1911 – Casa de António Thomaz Quartin; 1913, Menção Honrosa – Casa de Artur Prat), espelhando cada um deles, como toda a sua obra, os ideais de ‘bello’ e de ‘util’.

Comissariada por Ana Isabel Ribeiro, Hélia Silva e Rita Mégre, a exposição pode ser visitada até 21 de outubro, todos os dias das 11h00 às 18h00. A entrada é livre. 

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