Cultura e Lazer, Intervenção social, Investir

Feira de empreendedores imigrantes no Museu de Lisboa

26, Maio 2018
Artigos de decoração, produtos de beleza, joalharia, doces, há um pouco de tudo na primeira feira de empreendedorismo imigrante, que durante o fim de semana decorre no Palácio Pimenta / Museu de Lisboa, no Campo Grande.

Começou em 26 de maio nos jardins do Museu de Lisboa no Campo Grande (Palácio Pimenta) a primeira Feira de Empreendedorismo Imigrante, uma iniciativa da Associação Lusofonia, Cultura e Cidadania que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa. Os vereadores Ricardo Robles e Paula Marques participaram na abertura. 

A feira, que decorre durante todo o fim de semana e para além de espaços com produtos de imigrantes, conta ainda com debates, desfiles momentos culturais e um espaço de gastronomia, onde é possével provar algumas iguarias de vários cantos do mundo. 

“Lisboa é uma cidade com dois mil anos de história e provavelmente é uma das cidades mundiais com mais diversidade”, afirmou Ricardo Robles, responsável pelos pelouros da Educação e Direitos Sociais, para lembrar que apesar de “um passado obscuro” em alguns períodos, como a escravatura, “é uma cidade que nos orgulha muito e são essas portas abertas de Lisboa que queremos manter”. 

O vereador, que considera fundamental o apoio à comunidade imigrante em Lisboa, sublinha que está em preparação o segundo Plano Municipal de Integração de Imigrantes de Lisboa. Documento que, diz, queremos que “volte a ser um instrumento forte de transformação da sociedade e de benefício para quem nos procura”. 

Na cerimónia intervieram ainda Carmenza Jaramillo, embaixadora da Colômbia, Nilzete Pacheco, presidente da Associação Lusofonia, Cultura e Cidadania, e o Alto Comissário para as Migrações, Pedro Calado, que definiu a emigração como “um ato empreendedor “, de coragem, e revelou que a propensão para criar um negócio é seis vezes maior no imigrante que num português. 

Nilzete Pacheco sublinhou o apoio decisivo do município de Lisboa para que a feira se tivesse realizado e deixa no ar o desejo que esta seja apenas a primeira de muitas. Vontade que deixam transparecer os olhos e os sorrisos dos muitos imigrantes presentes, com bancas que passam por artigos de decoração, bijouteria, vestuário, artigos de beleza, restauração e outro tipo de negócios, como ensino de português para estrangeiros. 

Nadia vem da Ucrânia e está em Lisboa há dois anos, tem um negócio de vestidos de noiva que vende pela internet mas a vontade é ter um espaço físico.   Mais à frente as cores africanas de produtos diversos prende a vista, sorridentes Fernanda Lubrano, Deolinda e Dória explicam que são um grupo de mulheres que se organizaram para produzir e vender os seus produtos, mas também organizam eventos como conferências e desfiles de moda. Tudo no feminino, de resto é esse o nome do grupo - Elo Feminino. 

Já o brasileiro Dyogo Brito dedica-se à arte nordestina dos ribeirinhos da Ilha de Ferro. Está cá apenas há uma semana e veio para se associar a Sandra Bechtold, que conta já com cerca de ano e meio em Lisboa. Entre rendas, bordados, obras de arte, peças decorativas e esculturas, Boulevard das Artes é uma loja singular com cheirinho a Brasil.