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Fernando Medina: estratégia para Porto de Lisboa é realista e partilhada

17, Março 2017
Na apresentação da estratégia da próxima década para atividade portuária de Lisboa, Fernando Medina saudou o Governo e a administração da entidade gestora pela visão clara, sólida, realista e partilhada com que foi construído o plano.

A estratégia para o aumento da competitividade da atividade portuária, com particular incidência no plano respeitante ao Porto de Lisboa, foi apresentada e debatida em 17 de março na Gare Marítima de Alcântara, numa sessão em que participaram, entre membros do Governo e atores da comunidade portuária, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, a presidente da administração dos portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, Lídia Sequeira, e o presidente da autarquia do Barreiro, Carlos Humberto. 

São 746 milhões de euros a investir até 2026 para aumentar a capacidade do terminal de cruzeiros e dos terminais portuários de Lisboa e do Barreiro, informou a ministra, num projeto que Fernando Medina considera derivar de uma visão “clara, solida, realista e partilhada”. 

Uma visão de “crescimento do porto”, diz o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que acompanha o crescimento demográfico e económico da Área Metropolitana de Lisboa. O edil considera essencial “o papel que o porto tem para o crescimento da economia da capital do país e da grande área metropolitana de Lisboa” e afirma que a “concorrência verdadeira” faz-se com os portos das outras metrópoles do mundo. 

Para além do novo terminal de cruzeiros em Santa Apolónia, com conclusão prevista ainda este ano, e do aumento da eficiência do terminal de Alcântara, está ainda prevista a construção de um novo terminal multimodal no Barreiro. Uma visão do “porto em duas margens”, diz Lídia Sequeira, que Fernando valoriza. Adianta ainda que é necessário aproveitar o potencial do estuário do Tejo como fonte de riqueza e de aceleração do crescimento da região e do país.     

A aposta que é feita no âmbito da atividade de cruzeiros é também valorizada pelo edil, que considera ter “sentido estratégico de futuro”, lembrando que o impacto do turismo na região “é verdadeiramente notável”. Só em lisboa, são seis mil milhões de euros por ano, diz, este é um “um setor que vale quatro vezes mais o valor do calçado no país ou da Autoeuropa. 

Fernando Medina sublinha ainda a aposta do programa estratégico no aproveitamento das zonas ribeirinhas para actividades relacionadas com o cluster do mar, envolvendo investigação  e o desenvolvimento de empresas ligadas à indústria do mar, e afirma a intenção da autarquia continua a apostar nesta área da economia. 

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