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Fernando Medina no encerramento das Conferências de Lisboa

04, Maio 2018
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa encerrou esta tarde a 3ª edição das Conferências de Lisboa. Para o autarca, o “retrocesso” sentido hoje em alguns pontos do mundo, deve ser combatido com um papel mais ativo das grandes cidades, mais abertas e tolerantes.
  • Encerramento da 3ª edição das Conferências de Lisboa na Gulbenkian
    Encerramento da 3ª edição das Conferências de Lisboa na Gulbenkian
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    Encerramento da 3ª edição das Conferências de Lisboa na Gulbenkian
  • Encerramento da 3ª edição das Conferências de Lisboa na Gulbenkian
    Encerramento da 3ª edição das Conferências de Lisboa na Gulbenkian
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    Encerramento da 3ª edição das Conferências de Lisboa na Gulbenkian

No discurso de encerramento da terceira edição das Conferências de Lisboa, Medina considerou que “o que marca mais o sentimento do nosso tempo, a partir do ponto de vista de um lisboeta, de um europeu olhando para a europa e para o mundo é um certo sentimento de um tempo de retrocesso”.

Sentimo-nos hoje em “retrocesso e em dúvida” sobre os valores da democracia liberal no mundo, da paz, da tolerância e do multiculturalismo, do desenvolvimento sustentável, que se tornaram elementos centrais das últimas décadas, considerou o autarca. Medina entende que “nada faremos sem uma mudança substantiva do papel da europa”, alertando para a necessidade de sinais mais claros das potências centrais relativamente ao seu desenvolvimento.

Numa nota de "ânimo, mas também de realismo", Fernando Medina chamou a atenção para o papel das cidades, que ganharam nesta "nova ordem" um novo peso e visibilidade. As grandes capitais, da europa e do mundo, afirmam hoje os valores opostos àqueles que tememos na ordem internacional, disse. Valores como “multiculturalismo, tolerância, abertura inovação, são afirmados como pontos de resistência face ao retrocesso desta nova ordem”.

Aquilo que a liderança das cidades hoje afirma é “um esteio de esperança do que são sociedades abertas e tolerantes”. Estas cidades estão hoje muito mais próximas umas das outras do que estão próximas dos setores conservadores dos seus próprios espaços nacionais, disse o autarca.

A participação que as cidades têm pela primeira vez no acordo das alterações climáticas, muitas vezes à revelia dos estados, o que estão a fazer no âmbito do acolhimento dos refugiados, são sinais de esperança para o futuro, concluiu Medina.

A sessão de encerramento contou ainda com a participação de Luís Amado, presidente do Clube de Lisboa.

Clube de Lisboa

O Clube de Lisboa foi criado em 2016, "como corolário das Conferências de Lisboa", realizadas em 2014 e 2016. O conselho diretivo, presidido por Luis Amado, tem como vice-presidentes Alberto Laplaine Guimarães e Marina Costa Lobo.

As conferências, realizam-se de dois em dois anos, com o Alto Patrocínio do Presidente da República, e têm como objetivo "colocar a capital portuguesa e o país no centro dos grandes debates internacionais". Resultam da colaboração e trabalho conjunto de sete organizações portuguesas: Câmara Municipal de Lisboa, Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, Fundação Portugal-África, IMVF - Instituto Marquês de Valle Flor, ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, SOFID - Sociedade Financeira de Desenvolvimento, e UCCLA - União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa.

Ao longo desta 3ª edição, cerca de 400 pessoas encheram por completo o auditório da Fundação Calouste Gulbenkian. Dezenas de especialistas, nacionais e estrangeiros, intervieram como oradores convidados, centrando a reflexão e o debate nas questões do desenvolvimento global.

Aceda aqui aos livros publicados com o resumo das intervenções e debates, das duas primeiras edições.

 

 

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