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Gestão de espólios arqueológicos em debate

28, Novembro 2018
Arqueólogos de diversas áreas elaboraram um documento com recomendações de boas práticas, que está em discussão pública até abril de 2019.

Recomendações de boas práticas na gestão de espólios arqueológicos: recolha, seleção e descarte”, é o nome de um documento em discussão pública até 30 de abril de 2019, elaborado por um grupo de trabalho composto por arqueólogos do Centro de Arqueologia de Lisboa (CAL), da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), da academia e do meio empresarial.

Os contributos ao documento , que será editado em versão final no final de maio do próximo ano, podem ser enviados para gestaoespolios@dgpc.pt. Durante o período de consulta serão realizadas sessões públicas de debate (calendário a divulgar oportunamente).

Uma resposta ao crescimento da atividade

Na introdução do documento lembra-se que a atividade arqueológica conheceu uma forte expansão nos últimos 20 anos, realidade que conduziu a “um extraordinário crescimento da arqueologia preventiva e de salvaguarda e o amadurecimento e afirmação social da profissão do arqueólogo.

Tal incremento provocou “uma verdadeira revolução dos processos de conhecimento sobre o passado” e um aumento “colossal” de material recolhido, sublinha o intróito, que afirma a realidade de Lisboa: “o arqueossítio onde esta última aceleração tem alcançado maior expressão”.

Por isso a iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa/Centro de Arqueologia de Lisboa (CML/CAL), “que por acordo institucional se constituiu como Entidade Depositária do espólio que é exumado no subsolo da cidade”.

A autarquia avançou junto da DGPC com a proposta de constituição do Grupo de Trabalho Espólio Arqueológico (GTEA), o documento produzido visa “apontar um conjunto de recomendações de boas-práticas inerentes aos processos de recolha e eventuais seleção, depósito não ativo e descarte de espólios, numa perspetiva crescentemente ponderada de preservação para futuro dos espólios recolhidos em trabalhos arqueológicos que detenham potencial gerador de informação científica.”

A esta fase de divulgação e discussão pública junta-se também a Associação dos Arqueólogos Portugueses (AAP).

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